Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Legislativas 2009 - Curiosidades macedenses - Freguesias Centro-Leste

A travessia do mapa eleitoral concelhio prossegue com uma incursão a Nascente, região onde pontuam os dois rios com alguma expressão na parca rede hidrográfica macedense: o Azibo e o Sabor. Um território marcado pela existência de freguesias com uma dimensão territorial que se afasta da média do restante concelho. E marcado ainda pela interioridade e pelos efeitos trazidos pela influência do vale do Sabor, com um clima tendencialmente mais quente e mais seco. Vale da Porca, Olmos, Chacim, Salselas, Vinhas, Morais, Lombo, Peredo, Bagueixe, Talhinhas, Talhas, Lagoa… O já mencionado fenómeno de “esquerdização” à medida que, no concelho, se caminha de norte para sul, acentua-se quando se procede a um desvio em direcção a Castela. Todavia, o mapa partidário por freguesias mantém a tónica “laranja”, contrastado apenas, e de forma tangencial, pelas vitórias “rosadas” em Chacim e Peredo. Se retomarmos os valores atribuíveis à “direita” e à “esquerda” apresentados anteriormente, a primeira passa de 63,18% a norte, a 56,63% no centro-sul para, no centro-leste, se “quedar” pelos 53,95%. Já a segunda segue percurso inverso, com 31,93% a norte, 38,44% no centro-sul e 39,5% no centro-leste. Ilações semelhantes à anterior observação se podem retirar desta evolução em “L”: á medida que se caminha para sul e para leste tendem a atenuar-se as eventuais marcas ideológicas que conduzem aos valores de carácter conservador. Efeito da “interioridade”? Talvez… Especialmente por, das 3 “micro-regiões” analisadas, esta última ser a que apresenta a maior percentagem de contribuição para o total de eleitores inscritos no concelho: 27,12%. É, também, a que mais participa para o total de votos: 24,5%. Porém, é aqui que se verifica a maior contribuição para a abstenção concelhia: 54,56%. Para este número muito contribui a recordista da abstenção, Morais, com 68,89%! Não se pense que terminam por aqui os dados salientes. É desta área leste do concelho que provém a maior fatia percentual de votos em branco, com uma participação de 28,68% para o total concelhio, bem como a que diz respeito aos votos nulos, com 32,43% dos votos “anormais” registados no concelho. Se à elevada taxa de abstenção, acrescermos os votos em branco e nulos, é lícito associar-se esta postura democrática como um alheamento em relação ao quadro político tradicional. Indução que poderá ser comprovada por outros dados interessantes. É desta região que provêm as mais altas taxas de votos no grupo dos chamados partidos pequenos. Quase metade do total de votos concelhios no PPM e no PNR saem do conjunto destas 12 freguesias. Daqui são originários, de igual forma, 1/3 do total de votos no PND, no MPT e no MMS. Da associação destes dados, pode inferir-se uma menor identificação com a classe política dirigente do país que se apresentou a votos, com o consequente protesto em forma de abstenção, votos em branco e nulos e o desvio de votos para os partidos sem assento parlamentar. Dissecando a “coisa”… Há “proletários trabalhadores portugueses” em 7 freguesias, sendo as recordistas, Olmos e Vinhas, com um trio cada. Já o PND só não consegue votos em Vale da Porca e Talhinhas. Se Morais é a recordista das abstenções, é também onde a “monarquia” está mais implantada, pois daí provém ¼ dos votantes concelhios no PPM. Causa que também tem defensores em Salselas, Vinhas, Lombo e Bagueixe. Outras causas, mais extremistas, obtêm adeptos em cerca de 60% das freguesias analisadas, onde o PNR alcança a mais elevada votação concelhia. Há um “ecologista” em cada uma das seguintes freguesias: Chacim, Salselas, Morais, Lombo, Peredo e Talhinhas. O “movimento da esperança” convence eleitores em 5 freguesias, salientando-se a do Lombo, onde 4 votantes depositaram a sua confiança (ou o seu protesto) no MEP. Por seu lado, o MMS chegou a Chacim, Salselas, Morais, Lombo e Peredo. Por último, há um eleitor “pró-vida” em Chacim e 2 em Lagoa. É nesta última freguesia que o PSD alcança o seu score mais significativo, com 48,64% dos votos expressos. No lado oposto encontra-se o Lombo onde, mesmo tendo vencido as eleições, obtém o seu registo mais baixo: 33,64%. Quanto aos socialistas, conseguem obter o seu resultado mais significativo, em termos percentuais, numa freguesia onde não foram os mais votados: Talhinhas, com 42,75%. Em sentido contrário surge Lagoa, que apenas dá 21,36% ao PS. O CDS detém em Morais a sua mais expressiva votação, com 22,18%, surgindo os Olmos como a “ovelha negra” dos centristas, com um irrisório registo de 3,23%. Como já era expectável, os “homens de Louçã” possuem maior notoriedade em Salselas, aproximando-se dos 10%, sendo Chacim a freguesia onde existem menos apoiantes do BE, com 2,53%. Finalmente, a CDU, que não consegue convencer nenhum eleitor de Talhinhas e mantém em Bagueixe, à semelhança de anteriores eleições, o seu bastião no leste concelhio, com 8,06% dos votos. Em jeito de conclusão, esta parte do território macedense apresenta como carácter distintivo, o atenuar das diferenças entre a “direita” e a “esquerda”, não tanto por uma acentuada redução no diferencial de votos entre os partidos maioritários, mas pela dispersão de votos, num aparente protesto, em forças políticas com menor expressão a nível nacional. Fica a faltar a análise à freguesia onde se encontra a sede concelhia… Vem a seguir…

2 comentários:

manuel cardoso disse...

Bom..... então, e CORUJAS? O meu caro amigo está a desprezar esta encantadora aldeia que vota tão encantadoramente?????

Cavaleiro Andante disse...

E lá poderia esquecer uma terra na qual possuo parte da minha ancestralidade? Sobre "encantamentos", não concordando, mas também não discordando, aceito que vote mais encantadoramente que outras. Ou não...