Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Piagets, tribunais e justiça pelas próprias mãos (II)


No entanto, na situação concreta do "caso Piaget", a gravidade mor não reside nos excessos cometidos no decorrer da Praxe. Segundo a Justiça deste país, houve uma "ambiência de medo, de constrangimento, de ansiedade, vivida pela Autora e motivado pela ameaça duma exclusão, com consequências penosas". A atentar na sentença ditada pelo Supremo Tribunal, quem deve estar agora a emitir, se bem que noutros tons, os "ah, ui, oh", deve ser a direcção do Piaget, obrigada a indemnizar a Ana Sofia Damião na módica quantia de 38 mil euros. Com a crise que grassa neste país, vou candidatar-me de novo a uma qualquer instituição de ensino superior. Pode ser que me saia na rifa um grupo de "doutoras" que me obriguem a executar um número de simulações... Por semelhante maquia, deve valer a pena o esforço... Pena, também, que os autores materiais do crime estejam, por esta altura, quais heróis, a gozar com a impunidade a que foram votados... Contudo, cá se fazem, cá se pagam... O mais provável é que, num qualquer futuro próximo, caso consigam ultrapassar a fase das simulações, venham a ser progenitores. Tenho sérias desconfianças que não irão apreciar a visão dos seus descendentes em posições ou simulações ultrajantes... Da minha parte, como progenitor sem simulações, aproxima-se, a passos largos, o baptismo universitário da mais velha do clã... Como não tenho motivos pessoais para acreditar na Justiça deste país, as minhas reservas de paciência não aturariam a delonga de 7 anos, caso a minha princesa se visse na contingência de suportar as irreprimíveis frustrações de um bando de "doutores". Provavelmente, não duvidaria em seguir o exemplo do agricultor de Vale de Prados que, na eminência de um crime e na ausência de segurança que vai reinando, fez justiça pelas próprias mãos. Ou muito me engano, ou caminhamos rapidamente para a revivescência dos tempos de Nuno Martins de Chacim. Caso o dito saltasse do túmulo do mosteiro de Castro de Avelãs onde, pretensamente terá tido o último repouso, juntando-se-lhe o seu parceiro Afonso Mendes de Bornes e os pouco pacíficos monges do dito mosteiro, o que haveria de ser "filhado" nestes tempos modernos, é a insegurança com que somos presenteados diariamente. A realidade é que já não temos Rei, nem possuímos Roque... Os senhores feudais também já lá vão, mas não duvido que, em algumas circunstâncias, dariam imenso jeito para colocar um pouco de ordem neste país que continua a ser "filhado" pelos que "vão para fora cá dentro"... "Oh, Martim! Porque é que não deixaste o Sandoval sossegado?" «Hablariamos castellano, pero no tendriamos Banco Privado ni BPN, ni Freeports, ni tampoco habria el intento de comprar una red de television a la que un gobierno pregunta "por que no te callas?"»...

Piagets, tribunais e justiça pelas próprias mãos

A nossa (in)Justiça vai funcionando... Mesmo que o funcionamento se resuma a funcionar mal na grande maioria das situações. Há uns anos, tal o mediatismo assumido, as televisões foram invadidas pelo "grito de Ipiranga" de uma aluna do Piaget. Revoltava-se a mesma pelos "actos humilhantes" a que foi sujeita na Praxe de 2002. Sou completamente a favor da tradição da Praxe. Também fui praxado e continuo por aqui sem me sentir traumatizado pelas brincadeiras a que fui sujeito. Na altura, representou uma forma de me integrar num ambiente completamente desconhecido. Contudo, a suprema humilhação a que fui sujeito resumiu-se a uma vertiginosa subida a uma estátua, sendo obrigado a decorar a respectiva representação bucal com dentífrico, dando-lhe um beijo de seguida. Qual foi a pior coisa que me aconteceu? Ter encostado os meus lábios na figura de um herói nacional morto, nunca mais ter usado aquela marca de dentífrico e a dificuldade, dadas as vertigens, de descer da dita estátua... Mas sobrevivi sem traumas... Comparar esta aventura com ou ou ainda é pura ficção... E, por decoro, não me apetece colocar aqui outras barbaridades representativas da metamorfose que sofreu a tradição académica da Praxe... Como já dito, deveria ser uma forma de integração dos muitos que, como eu, saíam do conforto familiar da província para o desconhecido do bulício citadino. A transfiguração operada na, hoje, presumível integração traduz-se na mais elementar forma de transportar para o exterior, durante uns dias (e por vezes, por períodos mais longos), o acumular de frustrações, nomeadamente as de índole sexual. Mas porque raio a Ana Sofia Damião (a dita aluna do "grito de Ipiranga") teve que ser obrigada, entre outras coisas, a "simular orgasmos" perante uma assistência? Em primeiro lugar, os ditos existem para ser sentidos e não simulados... Em segundo, ainda que se simulem, não o devem ser para saciar as frustrações de quem, provavelmente, nunca foi presenteado com nenhum... Da parte que me toca, nada acrescentaria à minha vivência assistir a uma sequência de "ah, ui, oh", seguida da colectiva risada que acompanha os heróis que, isoladamente, não teriam os ditos no sítio para constranger uma aluna a tal acto... Em boa verdade, os "ah, ui, oh" só são fantásticos quando também provocam "ah, ui, oh"... Talvez não perceba a geração que me há-de governar um dia... E talvez não entenda que, no interior dessa mesma geração, possa existir um "ah, ui, oh" colectivo na presença de um "ah, ui, oh" simulado... Simulações de dissimulados?