Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



domingo, 25 de outubro de 2009

Solidariedades não hipócritas

O tempo é o único bem solidário, equitativo e justo. Ricos e pobres dispõem, nem mais, nem menos, de 24 horas diárias. No "Banco do Tempo" não cabem paraísos fiscais (ou offshores intelectuais), nem spreads, PSI-20, nikkei, dow jones... Nem são admitidos BPN ou BPP... Um minuto não é passível de ser renegociado para 61 segundos... Mas podemos transformar os igualitários 60 segundos num minuto de sorrisos para quem, muitas vezes, em face das agruras da vida, tem vergonha de demonstrar que já não possui motivos para sorrir. Ao ler uma recente reportagem sobre os "NOVOS POBRES" em Trás-os-Montes, apeteceu-me abandonar tudo para ir dar, mais não fosse, um pouco de conforto àqueles para quem o implacável materialismo foi padrasto. Sei que sou uma ave rara... Só bem recentemente me apercebi que a espécie humana, mais que o lugar que ocupa no topo da pirâmide dos predadores, é capaz de se fagocitar a si própria, num processo de canibalismo material, no qual cabem todos os meios para serem atingidos os fins. Felizmente, vão aparecendo outras aves raras, para compensar a existência de pessoas que confundem amizade com parasitismo, que vendem a própria alma para obterem os louros de uma efémera felicidade, que subjugam o carácter aos interesses da conta bancária recheada ou que trocam a pureza da própria amizade pela ostentação do seu próximo local de férias. O Imperador Marco Aurélio afirmou aos seus correlegionários que as pessoas que mais admirava eram os imbecis. Só através da sua existência tinha capacidade para valorizar aqueles que o não eram. Talvez por isso valorize tanto, eu próprio, o projecto ECOSOLIDÁRIO. No próximo fim-de-semana deverei estar por Macedo (aproxima-se mais uma daquelas datas em que os fagócitos gostam de aparecer publicamente - da minha parte, auto-excluo-me das aparições públicas, preferindo as minhas homenagens em jeito de eremita, abrigado dos holofotes) e já tenho a mala da viatura reservada, quase exclusivamente, para o ECOSOLIDÁRIO. Serei lírico? Ingénuo? Talvez... Neste âmbito, o lirismo e a ingenuidade deixam-me feliz... E, provavelmente, deixarão felizes outros seres que fazem parte da mesma espécie que eu. Caso, eventualmente, tenha tido paciência para ler até aqui, faça o favor de ser um "cibinho" solidário. Afinal, não custa nada descobrir-se que o cobertor velho que temos empilhado na arrumação pode servir para a cama de uma qualquer criança macedense que o não tem (não é exagero, é, infelizmente, verdade - e são crianças que se sentam ao lado do seu filho na escola...). Eu sei que hoje são 25, não de Dezembro, mas não dizem que o Natal é todos os dias? Por mencionar o Natal, recordei-me de uma das melhores prendas que poderia receber pela época festiva. Ter o privilégio de conhecer e trocar algumas impressões com a anciã dos eleitores macedenses. Não posso perder a oportunidade de deixar aqui uma singela homenagem à D. Maria Isabel Pessanha Charula de Mello que persiste, na vitalidade dos seus quase 104 anos (completá-los-á no próximo dia 29 de Novembro), em exercer o seu direito e dever cívicos. Como diz a publicidade, há coisas fantásticas, não há? E, já que entrei em maré de homenagens, fica aqui registada outra para Jorge Pelicano. Não tanto pelos prémios que obteve pelo seu documentário, mas pelo documentário em si. "Pare, Escute, Olhe"... A hipocrisia no seu máximo esplendor...

2 comentários:

deep disse...

Ainda ontem, quando arrumava, as roupas de Verão, para dar lugar às de Inverno, fui fazendo uma triagem e perguntei-me que destino poderia dar àquelas que ainda estão "decentes" mas das quais de que me quero desfazer.

Obrigada pela sugestão - vou pô-la em prática.

deep disse...

Regresso para desejar uma óptima semana. :)