Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Azibo - a Oitava Maravilha


Engrandecer o que à nascença detentor já era de enormidade poderá soar à tecelagem de uma pegajosa teia justificável pelo apego à génese. Corre-se o risco de sublimar o sublime, metamorfoses em aracnídeo que emaranha fios de letras, desconexas, em suave deambulação pelas pedras do éden... Talvez agora engrosse o pelotão dos crentes no Inferno; afinal, o Paraíso existe... O Azibo nem é, sequer, um local... é um entrelaçado de coisas que roçam o intangível, fronteiras traçadas a imaginário, solo opaco de transparências tantas, o infinito alcançável na inatingibilidade do finito. Talvez tudo não passe de uma incestuosa paixão, na lascívia do pecaminoso, fusões de água e fogo, indistinto corte de umbilical cordão, tal a incapacidade do tempo para ocultar a ligação. Sentir-me-ei um Carlos da Maia em luxuriante apreço pela inconfundível beleza de Maria Eduarda... Ou, contemporâneas contenções, um Sete-Sóis em amena contemplação a Sete-Luas. Seja o que for, é uma paixão de imberbes sinaléticas, indómitos arrepios e um palpitar de saudade sempre que a distância temporal supera o emocionalmente razoável.
O Azibo é uma sequência de emoções intraduzível, transpiração do âmago, sente-se ou não se sente ou, de anciãos a herança, quem a feio ama, bonito lhe parece... Suspeito serei, nesta incontrolável chama que consome, fogo ardente, história de vida que inúmeras vezes se confunde, vigores da adolescência amansados por inolvidáveis finais de tarde. Nesses idos 80, novidade da paixão, loucuras tantas, a insanidade de travessia da albufeira de "escadinhas" a "escadinhas", intempéries de um querer não amestrado, rebeldia em fusões de corpo e água. Era assim, não poderia ser de forma outra, os meses de inferno clamavam pelo que lhes aplacasse a fúria. Transfigurava-se o Azibo em bálsamo, aquática força bruta que acariciava epidermes ressequidas pelo fulgor do estio, tapa-vento líquido, parecia ensandecer a adolescência em arriscadas manobras de tropelias de anfíbios.
Cresceu a dona, da maturidade se fez o deslumbre, magnificência adornada a voos de rapina, sons de orquestra em polifónico timbre, surpresa aqui, arrepio dos sentidos acolá. Ou a redescoberta de incontidas paixões, o tempo bloqueia por lá, e regride-se. A inenarráveis tempos nunca existidos, súbitos desejos de saltar para a Ilha do Fidalgo e absorver indecifráveis histórias gravadas nas rochas, petroglifos da memória, ritualizações do endeusamento do espaço. Devagar, sem pressas, com asas discretas, planadas incursões a telas abraçadas pelo beijo do sol poente. Sente-se a brisa de lendas muitas, mitos em alvoroço, remoinhos de danças ao demo, Lua Cheia nas encruzilhadas espelhada, o dizem as crenças. Prende-se o horizonte com o olhar, sobre a Fraga da Pegada mirando, inala-se a atmosfera dos dias, a praia da Ribeira ao fundo, corre a imaginação pela superfície de calmas águas, sorve-se gelada bebida na esplanada batida por refrescantes imagens de coloridos navegadores em permanente algazarra. Policrómico tecido de água entre montes encravado... Breve intensidade de um desenho em prolongamento de uma qualquer fragilidade do ser, sinto-me pequeno na presença de ambientes assim... Limito-me a penetrar-lhe nas entranhas, apenas porque se entranha. Talvez seja uma das 7 Maravilhas. Para mim, é a Oitava, insistentemente diferente...  

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Espelhos de vida

Sou suspeito… Esta suspeição que sobre mim paira e me acompanha os passos, qual sombra eterna legada pela genética ou, mais não fosse, herdada por insubstituíveis visões de ondas planálticas rasgadas pela intrepidez dos que amputaram o Reino de Leão de um pedaço que julgava seu… Não renego o ser suspeito que sou. Seria trair a essência, o alicerce-gérmen, a pilastra que sustenta a inalienável crença que me sussurra ao ouvido que ser Macedense e, por inerência, Transmontano, não é melhor nem pior que outra qualquer coisa ser. É, tão só, ser diferente… Ser percorrido por insondáveis arrepios, como se a circulação sanguínea se transformasse numa torrente de eléctricos efeitos, sempre que o saudável monstro que este orgulho é, se alimenta a novas temperadas a rosmaninho e regadas a uma qualquer pinga saída directamente de uma pipa de ancestrais saberes. Sou chato, eu sei… Mais não seja, para o teclado, massacrado numa incessante sequência de transmontanos ritmos, queixando-se da transmissão para o monitor de alguns indecifráveis vocábulos, sublinhados a onduladas linhas encarnadas, por não constarem de indesmentíveis dicionários. E nem os acordos ortográficos lhes valem… «Peis é! Num sei a quem dianho botar a culpa de ficar tão contcho cum esta terra cum que m’amiguei. Arrebunhou-m’a alma, fêzu-m’ua burra no peito, scatchou-me o espírito, e fêzu-me sbarar cum a proa que nela tânho, q’até me pintcho. Até se m’aparece que m’stou a ingaliar comigo próprio!». Nos tempos “spritados” em que vamos (sobre)vivendo, reconfortam-me as razões para algumas manifestações de exaltação, sorvendo, de forma sôfrega e trôpega, as ondas brotadas do “Oceano Megalítico”. «E num se pense que fico imbutchinado por ficar todo imbuligadinho de xisto!». Pelo contrário… Permito-me deleitar-me com esta profusão de ventos pétreos, inalando-os até me sentir etilizado, neurónios dormentes, pernas trementes, sãs descoordenações lexicais, como se possuído por uma efémera “tchabasquice”. «Que mai fai! Todos tãim o dreito a um cibinho de tchotchice, de vez’im quando!»… O “meu” Azibo passou a ser detentor de duas praias decoradas a Bandeira Azul! A repetente (a sextuplicar!) Praia da Pegada e a sua nova acompanhante nestas andanças, a homónima da Ribeira. Não é para todos!... Entenda-se a minha insanidade momentânea… Estou inebriado… “Amantizei-me” com o Azibo desde o tempo em que ainda lhe rasgavam as entranhas. Deixei-me seduzir pela Ilha do Fidalgo quando uma incursão à “Barragem” mais não era que uma epopeia de adolescentes tomados pela indomável vontade de um mergulho de final de tarde. Foram incontáveis as travessias a nado, desde as “escadinhas” até à “ilha”. Era o almejado prémio para um grupo de “gandulos” que, quando a canícula já não investia desmesuradamente contra o escalpe, se aventuravam, de polegar em riste… Era o supremo troféu, após a descida da poeirenta estrada… Era o nosso canto, o nosso quase privado canto, espaço sagrado, onde podíamos dirigir impropérios à vida, solidariedades juvenis com aves de rapina por companhia… Não perco uma oportunidade para ir dar um mergulho às “escadinhas”. Ainda que o sacralizado lugar já esteja desprovido do encanto de outrora, vou erguendo as memórias dos seus recônditos esconderijos, transmitindo o ceptro à descendência. Fico embevecido por lhes descrever as invisíveis pegadas e as apagadas ondulações provocadas pela algazarra de gente imberbe. Em simultâneo, agradado fico com a renovação do espaço, com a preservação do mesmo, numa manifestação de cultura ambiental num país habitualmente privado dela. Como bem salientou o actual autarca macedense, «este sucesso deve-se não só ao empenhamento do município e aos investimentos realizados na Albufeira do Azibo, mas a todos os macedenses e visitantes.» Assim continue… Porque o Azibo não é só um magnífico “Espelho de Água”. É, também, um sublime “Espelho de Vida”…

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lagoa das Furnas e Caldeirão do Corvo

Mas o que fazem duas belíssimas "cousas" açoreanas numa página transmontano-macedense? Servem, tão só, de aperitivo para o que se lhes segue, na página 53 da última edição da revista "Sábado". Ver o "meu" Azibo referenciado como um dos passeios com as melhores paisagens deste Outono, deixa-me embevecido, e mais uma quantidade de sensações extasiantes que não consigo descrever por ter as minhas capacidades bloqueadas pelo arrepios de orgulho gerados por um simples página. O Azibo é um daqueles locais de onde emana uma magia indescritível e inenarrável. O Azibo não se descreve, sente-se, absorve-se, dá-se-lhe permissão para que nos invada os sentidos... Como se o mundo coubesse na palma da mão e não houvesse mão que abarcasse o mundo. Muito menos cabe esse mundo numa só página... Sem exageros de descrição... Ou com um que não posso deixar de referenciar. A Sala-Museu de Arqueologia é um peculiar mundo dentro da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo. Possui uma configuração e uma abrangência únicas. Tem expostos objectos e artefactos com um interesse arqueológico-histórico apreciável. Mas daí a fazer remontar alguns ao Paleolítico, tal como vem descrito no final do artigo... "Adonde"? Bem vistas as coisas, é verdade que uma passagem pelo Azibo nos marca de tal forma os sentidos que somos autorizados a sonhar...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Azibo - aquele paraíso escondido...


Há locais onde o poder da magia é mais intenso. Espaços onde o céu se funde com a terra, as pedras falam a linguagem da água, os montes são o prolongamento das nuvens e o sol se perde nas reentrâncias de uma mistura harmoniosa, onde convivem imóveis seres pétreos, testemunhas da criação de um mundo dourado. O Azibo é um território mágico, onde se confunde o ruído da vida com o silêncio de bucólicos recantos. Aqui chegou a civilização preservando a virgindade da natureza e mantendo intacta a beleza proporcionada pela explosão de vida natural. Há estradas onde apenas apetece andar parado, caminhos que conduzem sempre à descoberta de uma imagem única. O Azibo é a pureza da volatilidade da alma e o desafio à tenacidade do espírito...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Cousas Azibescas

O Azibo é, definitivamente, mais que uma área de lazer e recreio. Muitas referências ocorrem, nas mais diversas publicações, acerca dessa paisagem única e ambiente inimitável que constituem o pulsar da Albufeira. Num breve recurso à memória, assaltam-me os arrepios causados por descrições com uma abrangência paradoxal, que vai de "lago alpino" ao oposto "ambiente mediterrânico". Este local de eleição é um fiel depositário de um pedaço indelével da minha história. Ainda "puto", assisti às dores do parto quando as máquinas invadiam os campos para transformar o minorca rio Azibo num mar de cristal interior. Ouvia, extasiado, os relatos que apontavam a "barragem" como uma das maiores da Europa em "terra batida" (mesmo que não percebesse "peva" sobre o significado de tal expressão). Diziam-me que era para melhorar a rega e o abastecimento de água, mas eu já sonhava arranjar substituto para a Carvalheira como área de mergulhos estivais. Ainda "teenager", tratei de sacralizar o espaço, transformando-o no meu local de eleição para as aventuras do estio. As "escadinhas" foram eleitas como o santuário terminal para as incursões do grupo de "chavalos" que se colocava de polegar ao alto nas imediações do "Bosque", à espera que uma alma gentil se disponibilizasse a dar boleia até à "barragem". Os tempos eram outros e conseguia-se sempre atingir o objectivo, sem receio de qualquer percalço de permeio. Por vezes, mesmo ocorrendo à "tardinha", o percurso entre o cruzamento do IP4 e Santa Combinha era uma verdadeira penitência. Mas valia a pena e o esforço! Mesmo que esse esforço envolvesse uma descida final por uma estrada poeirenta e, numa das situações, com um ataque de cães de gado. As sensações obtidas e as aventuras vividas eram compensadoras. Ainda que a testosterona limitasse a capacidade cerebral e levasse uns malucos a cometer a proeza da travessia a nado até às "escadinhas" do lado de Vale de Prados. Com bilhete de ida e volta... A primeira tentativa foi um sucesso! À segunda, com os "bofes" a darem sinal do excesso tabágico, já não houve regresso pela mesma via. Valeu o tractorista que deu boleia a dois "tchotchos" que deixaram as toalhas, as t-shirts, os chinelos e o tabaco do outro lado. À noitinha ainda lá estavam! Se fosse hoje... Se fosse hoje, restaria o sítio... E já havia parque de merendas, ancoradouro, praias, bares e estrada asfaltada. E já se estariam a discutir as primeiras tacadas no novo eco-campo de golfe... Falta o parque de campismo e uma unidade hoteleira... A evolução tratará de os trazer. Mesmo que contribuam para a descaracterização da "barragem" original. Todavia, deveriam os governantes deste país efectuar um estágio no Azibo. Seria uma aprendizagem sobre descaracterizações que valem a pena... Incluam as mesmas alterações fisionómicas a uma das minhas paixões, ou não. O essencial permanece, assim como as emoções que me desperta, após tantos anos. O Azibo é inigualável, assim como Fernando Pessoa... "Ó LAGO SAGRADO, QUANTO DO TEU SEGREDO SÃO SAUDADES DE MACEDO!"...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Verão Total e Arrepios de Saudade

Sempre que o nome de Macedo paira no ar, lá estarei eu para o tentar apanhar... Mesmo que de forma efémera, não poderia desperdiçar a centralização de uma emissão do canal público a partir de um dos meus locais de eleição. Descontando o facto de o programa em questão não se enquadrar propriamente no rol daqueles que me fazem ficar colados ao écran... Contudo, era o nome da minha terra que estava em questão... E "prontos". Dei por mim a efectuar experiências fotográficas enquanto, em simultâneo, era assaltado por um atroz sentimento de inveja (ainda que seja coisa que não se deva sentir). Mas que custa assistir, mesmo que seja de relance, a uns privilegiados em actividades aquáticas enquanto aqui o dito se ia abafando de colarinho apertado, lá isso custa. Todavia, a compensação veio através do visionamento de imagens familiares e do incremento do desejo de, brevemente, estar a ser um dos actores no meio das águas da albufeira. Mesmo que isso tenha resultado numa sequência interminável de arrepios de saudade. Os quais, por sua vez, tiveram o condão de aguçar o apetite para as próximas braçadas perto das "escadinhas", com uma incursão à ilha. Ou para vaguear pelo meio da planície aquática com uma canoa por companhia. Há-de chegar... Há-de chegar...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Azibo e Verão Total

Só para aguçar o apetite a quem tiver a oportunidade de, passe a publicidade, assistir na RTP 1, na próxima Quarta-feira, 15 de Julho, ao programa Verão Total, a partir das 10 "da matina". Será uma oportunidade, particularmente para os que longe se encontram, de revisitar, mesmo à distância, um local, arrisco-me a dizer, paradisíaco. A Albufeira do Azibo entrou no roteiro da TV pública (bem, já não é a primeira vez...). Diga-se, em abono da verdade, que é de toda a justiça que o país tenha conhecimento do melhor que por cá (ainda) existe...

domingo, 31 de maio de 2009

Qualidade de Ouro

A Quercus tem coisas destas... Por muito que me pareçam hipócritas algumas das posições assumidas, inúmeras vezes coladas ao mito do socialmente correcto (aliás, apanágio de todas as organizações ambientalistas), não deixo de enaltecer algumas outras posições, ainda que não desvinculadas da ideia do "ambiente puro, mas deixem-me andar de carro"... Particularmente aquelas que publicitam uma das minhas assumidas paixões: o Azibo. Contudo, desejo secretamente que a publicidade granjeada pela "qualidade de ouro" atribuída pela Quercus à Praia da Fraga da Pegada não inviabilize a manutenção dos ambientes virgens únicos que marcam a envolvência da Albufeira do Azibo. Venham de lá os turistas, especialmente os "de massa" e "da massa"... Mas que fiquem confinados às áreas devidamente preparadas pela autarquia e demais entidades... Honestamente, estou muito mais interessado na manutenção do verdadeiro "ouro"...

domingo, 28 de dezembro de 2008

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Inenarráveis Cousas do Azibo



Não encontro palavras que caracterizem estas imagens. Trata-se de um mundo único...