Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Derivações em torno de uma homenagem merecida

É apanágio de todas as povoações possuírem coisas boas e “cousas” más. As “cousas” não se referem, de forma que parece óbvia, a estas “Cousas” porque, na minha modesta opinião (modestamente escrevendo), uma “cousa” é ter nascido em Macedo e outra coisa é fazer derivar daí umas “Cousas”, através de um processo de aparente atrofiamento neuronal cuja origem deriva, precisamente, das “cousas” más… Peço desculpa, mas, entretanto, fui possuído por um equívoco temporal, e perdi a noção se estou a “cousar” ou a “coisar” (salvaguardando que em circunstância alguma estes termos tenham uma conotação “bolinha vermelha” no canto superior do monitor - a propósito, não está a ver nenhuma, pois não?)… E alheei-me do uso da prosapodose. AH! Acabo de restabelecer a comunicação com o mundo real das coisas, após uma breve experiência metafísica no mundo das “cousas”… É que acabei de assistir à genialidade de um pretensamente esmiuçado presidente-candidato que foi capaz de esmiuçar umas “cousas” instaladas em alguns sectores da nossa esmiuçada sociedade por um género de caciques que nos esmiúçam (porque, babadamente, permitimos)… A propósito, onde se pode alterar o recenseamento eleitoral? Só para mudar de freguesia provisoriamente… Não é por nada de especial, mas consigo, de novo, identificar-me politicamente com alguém para além de mim próprio (nada que tenha a ver com narcisismo) e isso já não acontecia desde que assassinaram um primeiro-ministro (e não me refiro a Olof Palme)… Perdi-me outra vez… Será que fui atingido, uma vez mais, pelo holograma de uma hélice? Hélice?… Aparelhos voadores?… Helicóptero?… 2007? 2008? 2009? DoisMileNunca? Julho? Julhosto? Outubro? Outembro? Ok… Já me encontrei de novo… Queria referir-me ao aparelho voador prometido por Correia de Campos aquando da história que toda a gente conhece acerca das urgências hospitalares. Eu sei que isto não passa de uma tentativa de vencer a malta pelo cansaço e pelo tempo de espera. Àqueles “gajos lá de cima”, dá-se uma Urgência nova em Bragança e uma Unidade de Convalescença em Macedo e os “tipos” acabam por se esquecer do helicóptero… “Tá bem!”… Até se podem esquecer… Todos, menos, pelo menos, UM! UM, UM’INHO! Pelo menos até, pelo menos, passarem a pôr-me escutas na “internet” (nunca tinha ponderado sobre esta hipótese), que serão negadas após as próximas eleições, não dispondo eu da autoridade para dispensar o meu assessor de comunicação, não só porque me despediria a mim próprio, como também não tenho amigos posicionados em jornais de tiragem nacional… Ainda que tivesse a pretensão a tê-los, ninguém ligaria aos meus e-mails… Digo eu… E também acho que, como não sou presidente de nada, ninguém se vai aproveitar de mim para manobras eleitorais… E também digo que menti quando afirmei que só me identificava politicamente com o tal que, acidental e convenientemente, caiu dos céus há vinte e tal anos… Há outro, mas não posso, publicamente, expressar a minha admiração… Caso contrário, arrisco-me a vir alguma “coquete” que recebe cartas de duas forças políticas, a desancar nas “Cousas” enquanto é esmiuçada, porque, “não sei se tão a ver”, é “fachista” apoiar quem foi eleito (ELEITO!!!) pela maioria dos portugueses… Aliás, não foi a primeira vez (só para relembrar)… Ops… Acho que já me expus demais e vão achar que é hipocrisia minha afirmar que sou do PI ou do PT… Sinais dos tempos… Mas, para quem queira acrescentar tal epíteto aqui ao rapaz, alimento a confusão, confessando, publicamente, que votei num partido nas Legislativas que não vai merecer o meu voto nas Autárquicas… E como estas são uma espécie de “dois em um”, a opção camarária ainda vai ser distinta da opção da Junta… Confuso? Não… E seria melhor nem dizer que, nas Europeias, outra força política mereceu a minha preferência… Será isto instabilidade política? Eu chamo-lhe coerência… É por isso que não tenho grande apreço pelos vendidos ao “partido”… Deputados por Bragança, que se transformam em alienígenas na própria terra?… Por um lado, mesmo com o protesto que por aqui manifestei, ainda bem que se elegeu um deputado por Penafiel! Esse não terá que renegar as origens… Começo a aperceber-me que a hélice “holográfica” produziu efeitos nefastos, superiores ao expectável… Efeitos semelhantes teve a manobra subreptícia do estudo do INEM que contesta a aquisição dos helicópteros. Será infundada a minha suspeita de que já não haverá veículo voador de emergência em Macedo?… Ou será apenas um efeito colateral da elevação do meu ácido clorídrico, instigador de linguagem viperina e de incontroláveis movimentos das minhas extremidades superiores de encontro a uns sinais que povoam um teclado? Também pode ser o meu neurónio corrosivo a tentar sobrepor-se ao outro que tenho… Uma espécie de luta de classes a dois… “Cará’lhitchas, mas ou bim aqui pur causa d’ua humenage! Orómzesta! C’mu se pôs u home!” Homenagem? Hummm… Ah! Sim! Aos pastores transmontanos (aos propriamente ditos), à Associação Terras Quentes (espero que os atrasos do QREN não apaguem a magnificência), às mulheres que lutam contra o cancro da mama (pelo que lutam e por já não terem que se deslocar 200km) e aos pelouros responsáveis pela evolução cultural de Macedo (pelo incremento que deram àquilo que não se vê em obras públicas)… Por agora, já não dá para mais porque, por entre coisas e “cousas”, fui dizendo o que queria (e o que não queria) e já “escrevinhei” demais… Mas não me esqueci da dita homenagem (e não preciso de nenhum holograma para me relembrar)…

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