Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Esmifrando as Autárquicas – Freguesia de Macedo

Finalizando o périplo… A freguesia de Macedo foi palco de um tsunami eleitoral: a Junta de Freguesia foi parar às mãos do PS. Sem apelo nem agravo, os socialistas arrebataram a maioria na Junta, terminando com um longo reinado “laranja”. Cousas da democracia… Assim como venceram as eleições, nesta freguesia, com 47,34%, contra os 44,51% da coligação PSD-CDS. A diferença de 94 votos não foi, contudo, suficiente para completarem o dois em um, já que PSD-CDS, nas restantes regiões já analisadas, venceram, respectivamente, com diferenças de votos de 483, 755 e 591, mostrando, de forma clarividente, que o poder autárquico não reside apenas na sede concelhia. A CDU, não obstante ter conseguido apenas 3,7% de votos na “vila”, é aqui que consegue 36,38% do total de votos amealhados. A abstenção cifrou-se nos 41%, resultado de terem votado 3327 dos 5639 eleitores recenseados. De notar que a “vila” contribui com quase 30% dos votantes no concelho. Número semelhante foi representado pela sua contribuição nestas Autárquicas. Contrariando um pouco a leitura relativamente à tendência de voto nas Europeias e nas Legislativas, que apontava para uma diminuição de votos na “direita” à medida que se caminha de norte para sul e do centro para leste, com o consequente incremento de votos na “esquerda”, as Autárquicas dão uma leitura ligeiramente diferente. Há um aumento evidente da votação na “direita” quando se sai da área englobada pelas freguesias a norte para a região centro-sul, aquela que se encontra mais próxima da freguesia da sede concelhia. Em sentido inverso, a votação no PS diminui quando se passa de norte para sul. Nas freguesias do Centro-Leste ocorre fenómeno semelhante: à medida que se caminha para nascente, diminui a votação no PSD-CDS, incrementando a equivalente no PS. Esta observação denota uma cultura democrática que contraria um pouco a tendência de voto no “partido”, demonstrando que a proximidade do centro de poder influencia, de sobremaneira, o sentido de voto. Deixa de se verificar, de forma tão marcada, a dicotomia conservadorismo-liberalismo, no sentido norte-sul-leste, que se infere das votações que influem em resultados nacionais. Ao invés, salta à vista um fenómeno concêntrico, que gira à volta da maior ou menor proximidade do centro de decisão. Quanto mais afastada a freguesia, maior a tendência para fazer derivar o voto para o contra-poder. Já em relação á freguesia- sede, a mesma deixa transparecer algum cansaço em relação ao poder exercido ao longo de dois mandatos sucessivos. Isso mesmo se infere da vitória do PS, ainda que por margem mínima, na maior freguesia do concelho, aquela onde está situada a Câmara Municipal. À gestão dos destinos da autarquia, por dois períodos consecutivos, foi dada uma sinalética de desgaste e de eventual desagrado. O conjunto dos resultados eleitorais autárquicos, se comparados com os verificados há 15 dias nas Legislativas, deveria ter o condão de colocar o poder autárquico em reflexão. Particularmente no que às tendências de voto diz respeito…

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