Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



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terça-feira, 22 de junho de 2010

Cousas de enaltecer

"Batem leve, levemente, como quem chama por mim. Será chuva? Será gente? Gente não é certamente e a chuva não bate assim"... Poderia o intróito servir de simples recordação à célebre Balada da Neve de Augusto Gil. Porém, o plágio restringe-se à analogia de uns flocos, não de neve, mas de saudades, que por mim chamam. Neste caso, moram nas memórias de um evento que vai marcando, ano após ano, o pulsar macedense. A Feira de S. Pedro 2010 está aí à porta, batendo levemente nesta indómita vontade de, mensalmente, "arrumar a tenda" e zarpar para terra encravadas entre Bornes e a Nogueira. No Sábado lá estarei. Para rever amigos, para distribuir "bacalhaus", para reviver velhos tempos que a memória não apaga. E para assistir a um inolvidável cantar português na voz da inconfundível Mariza... Também...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Migrações ao S. Pedro

Há tradições que somos, quase compulsivamente, obrigados a cumprir. Uma delas resulta da força exercida pela mais velha da descendência, tal o torno em que se transforma sempre que suspeita da existência de sons que lhe permitem dar asas à sua paixão por danças latinas. Desta vez, repetiu-se o ritual do ano transacto: havia kizomba... Promessas feitas, promessas cumpridas... E lá se configurou uma nova incursão às raízes. Acompanhada, como sempre, do nervoso miudinho que, invariavelmente, chega quando se aproxima um novo serpentear pelo IP4. Idêntica sensação se apossa da avó, ansiosa pela chegada dos "seus", materializada pelas suas intermináveis conversas com o meu ancião ser canino: "Olha! Vem aí o teu dono! Vai lá ver!". O coitado, desprovido das suas naturais faculdades (já ultrapassou a marca dos 15 anos o que, para um Canis lupus familiaris, é obra de monta), já não anseia por mais que ser afagado pela incomensurável paixão que o dono nutre por ele e por receber uns petiscos extra sempre que se encontra com ele. A chegada a Macedo é, há anos, acompanhada pelo refrão de uma música de muitos anos, da autoria (julgo eu) do macedense Carlos Baptista: "Macedo de Cavaleiros, terra da minha afeição...". Devidamente ajustada a sons do séc. XXI e com umas deturpações no final do dito refrão... - "Oh, Patroa! Bote cá um tchi e um beiju, catano!" - "Oh, mou filho! Fizestis boa biagim? Binde comer que já é mim tarde!"... E que bem me sabem os mimos culinários preparados pela Mãe! Devidamente acompanhados por um "carólo" de pãozinho caseiro, uma "seladinha" fresca e aconchegados por um "copetcho". Após uma refeição "tardega" e não conseguindo faltar ao prometido, nada como rumar à confusão de uma noite do S. Pedro, para uma absorção de sonoridades africanas desenhadas a kizomba e a uns passos de dança tendo por companhia a minha princesa... À semelhança do já relatado em relação ao ano passado, continuo a sentir-me um alienígena na minha própria terra. "Ele há cousas que num intendo! Atão o pessoal num desiste d'assistir a concertos de braços cruzados ou de mãos nos bolsos?"...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Feiras e... Protestos


Junho... Mês dos feriados, das festas populares, das sardinhadas... E do incremento dos níveis de ansiedade pela aproximação do período estival e, com ele, as merecidas (para alguns...) férias. Enquanto as ditas não chegam, vai-se tentando adivinhar o que nos reserva o tridente de santos populares. Para já, a amostra de tempo outono-invernal não é grande presságio... Como não há mal que sempre dure, e ainda que haja protestos por dívidas não saldadas relativas a edições anteriores, a FEIRA DE S.PEDRO 2009 está aí à porta, sem grandes novidades... A grande aposta não parece ser a presença na abertura do certame do recordista de concertos e CD's vendidos. Parece, sim, a colocação do preço dos bilhetes num patamar pouco normal para estes eventos: 1 EURO. Sucesso garantido de "casa" cheia... Eu não estarei lá... Mas deixo o desejo dos maiores sucessos para a organização... E melhores proveitos...