Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Legislativas 2009 - Curiosidades macedenses - Freguesia Macedo de Cavaleiros

A terminar este périplo eleitoral, a freguesia da sede concelhia, detentora da maior fatia de eleitores inscritos (29,24%) e a que teve participação mais activa nos resultados globais do concelho, com 32,1% do total de “não-abastencionistas”. Apesar de se manter a tónica “alaranjada”, é nesta freguesia que as diferenças mais se dissipam, com 36,53% de votos no PSD, contra 33,19% no PS. É, por vários analistas políticos, observado que a “esquerda mais à esquerda” é um fenómeno vincadamente urbano. A ser assim, a freguesia de Macedo vem dar razão ao apontado, já que é aqui que BE, CDU e PCTP dão a sua maior contribuição para o total de votos angariados no concelho, respectivamente, 42,47%, 40,95% e 40%. Reportando, de novo, ao exercício já efectuado anteriormente, com o agrupamento de votos à “direita” e à “esquerda, relembrando a evolução nas restantes 3 regiões (Norte, Centro-Sul, Centro-Leste) e acrescentando os valores da freguesia de Macedo de Cavaleiros, obtém-se o seguinte “quadro” evolutivo: “direita” - 63,18% - 56,63% - 53,95% - 51-15% ; “esquerda” - 31,93% - 38,44% - 39,5% - 44,1%. Para lá da já mencionada proposta de evolução, em sentido inverso, dos votos nas duas áreas políticas, à medida que se caminha de norte para sul e para leste, verifica-se que a tendência se intensifica quando lhe acrescentamos o “factor urbano”. Outro dado interessante deriva da quase homogeneidade concelhia onde, das 4 “sub-regiões” analisadas, só uma não se enquadra na atribuição de 95% do total de votos nos 5 partidos com assento parlamentar. O conjunto das freguesias do Centro-Leste, conforme verificado, dispersou mais os seus votos, tendo, ainda assim, confirmado a tendência de acumulação nos 5 maiores partidos, com 93% dos sufrágios. No respeitante aos pequenos partidos, para lá do já mencionado PCTP, saliência para o MEP, que atinge aqui quase metade da sua votação concelhia. Quanto aos restantes, há 10 “nacionais-democráticos”, 6 “ecologistas” e o mesmo número que pretendem “mérito e sociedade”, 4 “monárquicos” e um trio, respectivamente, de “pró-vida” e de “nacionais-renovadores”. Observando agora os resultados globais dos 5 maiores partidos, incluindo comparações com as últimas Europeias e com as Legislativas de 2005 … PSD - 41,11% - 47,68% - 37,29% ; PS - 30,83% - 21,31% - 39,84% ; CDS - 14,48% - 12,28% - 13,81% ; BE - 6,16% - 5,74% - 2,14% ; CDU - 2,16% - 3,97% - 1,67%. Acrescentem-se os valores a nível nacional… PSD - 29,09% ; PS - 36,56% ; CDS - 10,46% ; BE - 9,85% ; CDU - 7,88%. É evidente a alternância entre os dois maiores partidos, sendo visível, contudo, uma maior propensão “social-democrata” no concelho. Constatação corroborada pela expressão eleitoral bem acima do resultado nacional, no caso do PSD, e em sentido contrário, no caso do PS. O CDS mantém, apesar da ligeira subida, os valores ao longo dos três actos eleitorais, situando-se na fasquia compreendida entre os 12-14%, acima do resultado nacional, vincando a tendência mais conservadora do Interior Norte. O BE, à semelhança do que se vai passando a nível nacional, vai conquistando adeptos, quase triplicando a sua votação entre as Legislativas de 2005 e as últimas. No entanto, a sua expressão eleitoral macedense ainda está longe dos resultados obtidos a nível nacional, já que o BE é, essencialmente, um fenómeno citadino-litoral. Os resultados obtidos pela CDU não são de espantar, apesar de uma ligeira subida, já que, tradicionalmente, não é nesta região que se situa o território onde encontram eco para a ideologia que defendem. Daí a grande distância para os valores obtidos a nível nacional. Uma curiosidade mais… Os pequenos partidos obtêm votações abaixo da média nacional, à excepção do PND, o único a conseguir no concelho um resultado acima do verificado para o território nacional. Ainda dentro do âmbito dos pequenos partidos, todos são superados pelo PVB (Partido dos Votos em Branco) e pelo PVN (Partido dos Votos Nulos). E, já agora, o grande vencedor destas eleições foi, uma vez mais, o PA (Partido dos Abstencionistas), com um “respeitável” score de 49,59%. Porque será?…

2 comentários:

manuel cardoso disse...

aconselho vivamente a ir espreitar a sucessão de 5 videos que começa em http://www.youtube.com/view_play_list?p=5CA3F9A78ACADBC4&playnext=1&playnext_from=PL&v=e7p7_uSQiuk

um abraço!!!!

Cavaleiro Andante disse...

Agradeço a sugestão. Porém, acha mesmo que um ser que transpira Macedo por todos os poros perderia a estreia de uma série cujo primeiro episódio foi rodado em terras do Martim? Nem com ambas as pernas engessadas! Bem, só se estivesse "birolho" e "mouco"... Obviamente, limitar-me-ei à estreia... Obrigado pelo comentário e retribuo o cumprimento