Bem Vindo às Cousas
Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
A terapia dos enganos
sábado, 28 de março de 2009
Mais umas cousitas sobre saúde (ou falta dela)
P´á homenagem anterior ser completa, faltavam-me as jóias da coroa. Essas mesmas que me habituei a ver manuseadas pelo meu "velhote" enquanto se dedicava à leitura, a uma tertúlia de amigos ou a uma partida de damas. Ele "já lá está" e a grande maioria dos amigos também. De todos eles, uns mais rijos, outros menos, uns que tiveram uma durabilidade maior, outros cujo prazo de validade terminou mais cedo (entre os quais se inclui o meu próprio "velhote"), não me parece que nenhum tenha finado pelos excessos tabagísticos. Não! Não estou aqui a defender o tabagismo! Aliás, como bom pai (às vezes...), já tive oportunidade de alertar a descendência para os malefícios associados ao tabaco. Mas daí a quererem transformar o tabaco numa heresia, vai uma grande distância. E, afinal de contas, quem é mais passível de excomunhão social? O tabaco, os refrigerantes, a fast-food, a poluição automóvel, os incêndios e abates florestais, as listas de espera nos hospitais ou os hospitais que vamos deixando de ter? Aqueles nos quais esperava, um dia quiçá, ter direito a uns pulmões novinhos em folha, depois de tantos anos no meu papel de contribuinte, directo e indirecto, para a (in)Segurança Social que temos. O que vale é que o tabaco é o bode expiatório para todos os males de que enfermamos. Só não percebo é porque não proíbem, em definitivo, a sua venda, tal o papel demoníaco que parece representar... Como fumador, agradeceria de duas formas. Porque só se sente necessidade daquilo que existe e porque, um ano transcorrido, teria disponibilidades extra para gozar umas férias merecidas... Fora de aeroportos, filas de trânsito e centros comerciais...
Cousando sobre a saúde
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. E já não sei em que acredite, se em mentiras se em verdades... Em boa verdade (ou mentira), sinto-me incapaz de percepcionar onde terminam umas e começam as outras. Afinal, dentro da impunidade que (alguns) vão gozando no interior da podridão em que este país vai navegando, "o que hoje é verdade, amanhã é mentira" (ou vice-versa). Vou-me resignando a viver neste país do "nim". País cujos habitantes são o fruto da carga genética legada pela miscelânea de povos que por cá passou. Parece que não gostaram muito disto, porque acabaram todos por regressar às origens... Ainda que esse retorno tenha sido consequência de traulitada e contra-traulitada... Certo, certo, é que hoje somos um fidalgo arruinado com a mania das grandezas. Pensa-se em TGV's e abandonam-se as populações que precisam (sim, precisam!) da linha estreita para se deslocarem aos seus trabalhos, às suas consultas, às suas aulas ou à "feirita", encerrando-se, por tempo indeterminado as Linhas do Corgo e do Tâmega. Igual sorte já tiveram as do Sabor e, parcialmente, a do Tua. Viva o abandono!
E viva o ostracismo, também! Não só o que respeita à população transmontana, pelo diminuto poder que representam os seus votos, mas também aquele a que foram votados os fumadores. Sim, esses mesmos que, tal como eu, contribuem para engordar os cofres do Estado com o imposto indirecto que pagamos. Precisamente, aquele que vai contribuir para se construir uma das maiores fontes de poluição numa cidade ou arredores, um AEROPORTO. Não sou a favor dos poluentes com os quais contribuo enquanto fumador. Longe disso! O que não engulo é a incongruência de se proibir o "fumo" num dos locais que mais contribuem para a desregulação atmosférica. O que não consigo deglutir são todos os que são favoráveis a um ambiente mais puro e não prescindem da sua viatura poluente nas deslocações para o seu local de trabalho. O que me provoca azia são os mentores da perseguição anti-tabágica que proibiram o "fumo" em centros comerciais, mas que estacionam nos respectivos parques subterrâneos onde a atmosfera é constituída, na sua maioria, por monóxido de carbono proveniente do conforto que representam os seus "bólides". E ainda levam os filhinhos a respirar tal pureza antes de uma incursão ao McDonald's. Viva a saúde em duplicado! Que os assassinos são, EXCLUSIVAMENTE, os mentecaptos fumadores! Não será grande motivo de orgulho, mas rendo aqui uma homenagem nostálgica às armas do crime que cometo há alguns anos... 
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