Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cousas da nova coqueluche do futebol macedense

A monotonia sempre teve o condão de exercer em mim um bloqueio castrador. Por isso me transformei num homem dos sete ofícios (ou mais…). Para lá de me arvorar a construtor frásico nos períodos de actividade lúdica, outro dos ofícios que marcou (sim, marcou, porque, infelizmente, já não marca) a minha passagem por este planeta foi desenhado pela minha faceta de desportista. Numa relativa homenagem aos tempos em que um atleta, por amor à camisola, era, em simultâneo, ciclista, hoquista, futebolista e ainda tinha tempo para ser treinador, presidente e secretário, fui federado em três modalidades. Não deixei grandes marcas, ficando, ao invés, com as ditas bem vincadas no corpo… O melhor que consegui foi, numa das ditas modalidades, ter sido o 7º do ranking nacional (ainda que por um breve período). Ecletismo à parte, incluía-me nos 99,99% de “putos” que sonhavam ser Néné, Gomes ou Jordão, sendo uma bola de futebol o pretexto para rasgar umas calças mais… Chegada a pré-adolescência, convenceram-me que tinha jeito para o “chuto no esférico”. Contrariando a vontade materna, que só os “bardinos” é que andavam na “bola”, fui prestar provas aos “iniciados” do Clube Atlético. Por lá fiquei, transformando-me num “bardino” mais, numa demonstração de inabilidade dos “olheiros” ou de incapacidade dos seus oftalmologistas, confirmada, uns anos mais tarde, quando um outro “birolho” me descobriu para ir prestar provas a um certo clube da região lisboeta. A minha passagem por esse clube foi efémera, porque os anos não demoveram a “velhota” da sua ideia de que o futebol era só para os já mencionados “bardinos” (e aqui este “bardino” tinha mais jeito, segundo a sua visão, “prós studos”). Mas também, e acima da vontade alheia, porque me lesionei gravemente aos 30 segundos de um jogo em que a relva resolveu servir de tampão a uma “entrada de carrinho”. Como nunca gostei muito de publicidade (e porque era meu “dever” ocultar a actividade paralela à “velhota”), limitei-me a dar a notícia do equívoco de um senhor que haveria de treinar os três “grandes” a um grupo restritíssimo de gente. Recordo-me, na altura, de transmitir um orgulho imenso, aos comparsas de clube, por ter vestido a minha primeira camisola de futebolista a sério no Clube Atlético! Depois, cansei-me de algumas manobras obscuras e fui experimentar o ainda imberbe futsal, que o esférico, ainda que mais reduzido, era o meu ópio. Transformei-me no meu próprio herói, mas sentia que o meu Clube Atlético haveria, um dia, de “botar ó mundo” alguém que não enganasse “olheiros birolhos”. Compôs-se a coisa quando o meu conhecido Pedro Arrábidas andou pelo Desportivo de Chaves, era o clube transmontano parte integrante de outra galáxia. Ou quando o meu também conhecido Rui Vilarinho, actual “mister” do Clube Atlético, deu uns chutos no “secretariamente” despromovido Estrela da Amadora. Até ao pretérito mês de Setembro nada de transcendente se tinha passado, para lá das subidas e descidas da III para o Regional (e vice-versa) e de uma passagem do “mano” Jardel pelo Clube Atlético. Surgiu, então, o Rafael Corujo a chamar-me a atenção nas notícias da minha ementa cultural diária que, como já por aqui referenciei, inclui “literatura” desportiva. Mas quem “raio” é este moço? Pesquisas efectuadas, descobri um “juvenil” do Clube Atlético, que se identifica e é identificado com “um tal” de Deco (deve ser bom de bola para tal comparação) e que foi incluído no plantel sénior para esta época. Ganhei, desde logo, simpatia pelo “craque”, porque é conhecido, no “mundo da bola”, pela alcunha com que eu era brindado nos tempos em que ainda não era incomodado pela acumulação de lípidos em forma de “michelin”. Mas isso era coisa de somenos e não seria garante de trazer o Rafael Corujo a este meu “ofício”. A verdade é que o “Ruço” foi contratado por aquele clube que toma a sigla SLB e que é nos cânticos, Glorioso para uns e para outros é pretexto para insultar as mães dos seus adeptos. Dada a minha vincada “costela encarnada”, incluo-me naqueles que regozijam pela parte do Glorioso e que não se incomodam por pertencer à vasta multidão que vê as suas mães catalogadas como pertencendo às ruas da amargura… Limito-me a ver aí um sinal de grandeza de uns e pequenez de outros… Atendendo à minha outra costela, a “canarinha”, derivada do Clube Atlético, tenho o orgulho macedense inflacionado por tomar conhecimento da ida de um conterrâneo para o “mou Benfas”. Força, Rafael Corujo! Que mostres a raça de que és feito! E que o Clube Atlético venha, futuramente, a receber mais que os 10 mil euros e uns patrocínios em equipamentos referidos pelas notícias da transferência… E, para não ferir susceptibilidades clubísticas, desconfio que ficaria (quase!) tão satisfeito, caso a transferência envolvesse o vizinho da 2ª Circular ou, em alternativa, o meu vizinho de outra Circular, numa freguesia mais a sul, já quase a chegar ao Douro…

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