Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém hai puri irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as'tanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, dàs bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim nos arraiolos ou o meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Anda'di, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te no motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couratcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRASMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS :







quarta-feira, 1 de julho de 2009

Piagets, tribunais e justiça pelas próprias mãos

A nossa (in)Justiça vai funcionando... Mesmo que o funcionamento se resuma a funcionar mal na grande maioria das situações. Há uns anos, tal o mediatismo assumido, as televisões foram invadidas pelo "grito de Ipiranga" de uma aluna do Piaget. Revoltava-se a mesma pelos "actos humilhantes" a que foi sujeita na Praxe de 2002. Sou completamente a favor da tradição da Praxe. Também fui praxado e continuo por aqui sem me sentir traumatizado pelas brincadeiras a que fui sujeito. Na altura, representou uma forma de me integrar num ambiente completamente desconhecido. Contudo, a suprema humilhação a que fui sujeito resumiu-se a uma vertiginosa subida a uma estátua, sendo obrigado a decorar a respectiva representação bucal com dentífrico, dando-lhe um beijo de seguida. Qual foi a pior coisa que me aconteceu? Ter encostado os meus lábios na figura de um herói nacional morto, nunca mais ter usado aquela marca de dentífrico e a dificuldade, dadas as vertigens, de descer da dita estátua... Mas sobrevivi sem traumas... Comparar esta aventura com ou ou ainda é pura ficção... E, por decoro, não me apetece colocar aqui outras barbaridades representativas da metamorfose que sofreu a tradição académica da Praxe... Como já dito, deveria ser uma forma de integração dos muitos que, como eu, saíam do conforto familiar da província para o desconhecido do bulício citadino. A transfiguração operada na, hoje, presumível integração traduz-se na mais elementar forma de transportar para o exterior, durante uns dias (e por vezes, por períodos mais longos), o acumular de frustrações, nomeadamente as de índole sexual. Mas porque raio a Ana Sofia Damião (a dita aluna do "grito de Ipiranga") teve que ser obrigada, entre outras coisas, a "simular orgasmos" perante uma assistência? Em primeiro lugar, os ditos existem para ser sentidos e não simulados... Em segundo, ainda que se simulem, não o devem ser para saciar as frustrações de quem, provavelmente, nunca foi presenteado com nenhum... Da parte que me toca, nada acrescentaria à minha vivência assistir a uma sequência de "ah, ui, oh", seguida da colectiva risada que acompanha os heróis que, isoladamente, não teriam os ditos no sítio para constranger uma aluna a tal acto... Em boa verdade, os "ah, ui, oh" só são fantásticos quando também provocam "ah, ui, oh"... Talvez não perceba a geração que me há-de governar um dia... E talvez não entenda que, no interior dessa mesma geração, possa existir um "ah, ui, oh" colectivo na presença de um "ah, ui, oh" simulado... Simulações de dissimulados?

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