Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sexta-feira, 10 de julho de 2009

Cousas nostálgicas


Para lá das polémicas entre a ala "laranja" e a homóloga "rosada" acerca da ausência de representantes da ala "filosófica", dita "socrática", na inauguração da Feira de S. Pedro, o dito certame despertou-me para uma dura realidade... Ao vaguear pelos corredores exteriores, observando atentamente os expositores de alguns dos resistentes dos puros valores transmontanos, deparei-me com imagens que me fizeram retroceder aos longínquos tempos da infância e da adolescência... E dei por mim confrontado com a realidade da evolução dos tempos, ainda que a mesma possa, discutivelmente, representar um retrocesso em certos valores... Hoje há chats, messengers, mails, sms, mms, jogos online... E há "putos" a crescer no isolamento de disputas contra um écran ou em conversas com seres virtuais (ou com a virtualidade do ser). Não há muitos anos (que só agora estou prestes a integrar o pelotão dos "entas"), as disputas eram feitas com seres reais, fosse através de umas "lapadas" que poderiam "abrir a cabeça ò berde" ou de um "bamos jugar ós cobóis?" que terminava, quase invariavelmente, ao estalo porque "ou matei-te primeroe!"... E as conversas eram tidas em tempo real, cara a cara, "fuça na fuça". Ou, quando tal não era possível, recorria-se aos CTT, adquirindo um selo e ficando com a língua com um sabor arrepiante a cola. E não se passavam horas colado a um teclado e a um écran, transformando os nossos ideais em Lara Crofts ou Harry Potters. Sem nos apercebermos disso, existia o culto do "bou lá pra fora"... "Pra donde?"... "Pró pé dos outros!"... Os "outros" eram os seres reais que, qual código secreto pré-combinado, sabiam que, ainda que se vissem isolados no meio da rua, seriam o primeiro de muitos. Os muitos que haveriam de "jogar à bola". Ou "ó pião", "ó prego", "ó rou-rou", "à macaca", "ó arranca cebada", "à estátua silenciosa", "às corridas de caricas"... Ou a fazer "pintcha-carneiras" na relva... Quais heróis no papel de Heidis, Marcos, Vikies, Maias, Panteras, Cocas ou Miss Piggies. E Tarzans, Pequenos Vagabundos, Flechas Negras, Bonanzas, Sandokans... Hoje temos "mons", sejam eles na versão "Poke" ou "Dorae". E também temos "mens", sejam eles na versão de ministros "neo-cobóis" que fazem sinaléticas de gado aos "neo-apaches", ou "neo-índios" que reclamam a presença de um representante dos "neo-Buffalo Bills" numa festa em que os "peles-laranja" não querem um "corta-fitas" com papel secundário no elenco "filosófico"... "Bem feita, caté me dá a risa!"...

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