Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Maus espíritos e pátrias pequeninas

Já por aqui manifestei a minha estranheza pela atribuição, por parte de Adriano Moreira, do seu espólio à cidade de Bragança. Parece que a oposição "nome da rosa" da autarquia macedense acordou recentemente para semelhante protesto. Parafraseando o donatário, isto mais se assemelha a uma "luta contra os maus espíritos". Mas contrariando as suas afirmações por ocasião da homenagem que lhe foi prestada, esta luta não vem dos tempos pré-romanos (é de agora) e, se ainda não ganhamos a guerra, parece que já a perdemos. Será por sermos a mais jovem pátria dentro da "pátria pequenina" a que o nosso presidente fez referência? Ou será por serem os macedenses mais homens de "alma sensível" que de "porte agreste"? Veja-se o lado positivo... Não fomos bafejados pela sensibilidade de um conterrâneo, mas temos o "ouro" da Fraga da Pegada. E temos um Museu de Arte Sacra que tem tido uma adesão superior ao expectável. E ainda temos uma carreira de tiro onde os polícias de Bragança vêm afinar a pontaria (mesmo que isso, em termos práticos, não sirva para nada, tal a insegurança que vai reinando). Mas as boas coisas dos descendentes ou aparentados do Martim (o tal "de Macedo" que andou por Aljubarrota) não se ficam por aqui... Contrariando o trivial fenómeno que assola este país futebolístico, no qual um dos arquipélagos conseguiu "botar" uma transferência do outro mundo, Macedo vai muito mais longe que o seu Clube Atlético. Para lá de termos um "rally" também temos a capacidade de colocar asas e realizar magníficas provas de parapente na também magnífica serra de Bornes bem como a de apelar ao poder de impulsão para incluir o Azibo no Nacional de Voleibol de Praia. "Sêmos bôs nu'as cousas, ma nim tantu noutras"... Como, por exemplo, mantermo-nos à margem da existência de Equipas de Intervenção Permanente de Bombeiros. "Num sei quem mu dixo, mas diz'que por'i debe habere bigário que num quer'u padre... Debe, debe..."

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