Já por aqui manifestei a minha estranheza pela atribuição, por parte de Adriano Moreira, do seu espólio à cidade de Bragança. Parece que a oposição "nome da rosa" da autarquia macedense acordou recentemente para semelhante protesto. Parafraseando o donatário, isto mais se assemelha a uma "luta contra os maus espíritos". Mas contrariando as suas afirmações por ocasião da homenagem que lhe foi prestada, esta luta não vem dos tempos pré-romanos (é de agora) e, se ainda não ganhamos a guerra, parece que já a perdemos. Será por sermos a mais jovem pátria dentro da "pátria pequenina" a que o nosso presidente fez referência? Ou será por serem os macedenses mais homens de "alma sensível" que de "porte agreste"? Veja-se o lado positivo... Não fomos bafejados pela sensibilidade de um conterrâneo, mas temos o "ouro" da Fraga da Pegada. E temos um Museu de Arte Sacra que tem tido uma adesão superior ao expectável. E ainda temos uma carreira de tiro onde os polícias de Bragança vêm afinar a pontaria (mesmo que isso, em termos práticos, não sirva para nada, tal a insegurança que vai reinando). Mas as boas coisas dos descendentes ou aparentados do Martim (o tal "de Macedo" que andou por Aljubarrota) não se ficam por aqui... Contrariando o trivial fenómeno que assola este país futebolístico, no qual um dos arquipélagos conseguiu "botar" uma transferência do outro mundo, Macedo vai muito mais longe que o seu Clube Atlético. Para lá de termos um "rally"

também temos a capacidade de colocar asas e realizar magníficas provas de parapente na também magnífica serra de Bornes

bem como a de apelar ao poder de impulsão para incluir o Azibo no Nacional de Voleibol de Praia.

"Sêmos bôs nu'as cousas, ma nim tantu noutras"... Como, por exemplo, mantermo-nos à margem da existência de Equipas de Intervenção Permanente de Bombeiros. "Num sei quem mu dixo, mas diz'que por'i debe habere bigário que num quer'u padre... Debe, debe..."
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