Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Velhotas espertalhonas, um vírus espertalhão e outras cousas

Há uns meses atrás fui tomado por uma onda de espanto a propósito d'"A Filha do Cabra" e da representatividade que uma peça de teatro pode ter na quebra do isolamento. Desta vez, fui surpreendido por uma onda de emoção ao assistir à forma característica e muito transmontana como um conjunto de valorosos actores e actrizes amadores expôs a sua alma à reportagem da SIC. Quando menciono uma onda de emoção estou a referir-me, concretamente, à emoção propriamente dita, com sorrisos e uma lagrimazinha de orgulho de permeio. É a minha peculiar forma de sentir o que brota do mesmo "mar de pedras" que me serviu de alicerce...
Mais que uma via de fuga à realidade do quotidiano marcado pela árdua vida campesina, as "Velhotas Espertalhonas" vão além do carácter lúdico de um evento teatral. Transmitem, em jeito de comédia, como lidar com a "chico-espertice" de quem, sem qualquer tipo de escrúpulos, se aproveita de alguma da ingenuidade gerada pelo esquecimento atrás de montes e planaltos. Se a moda pega, teremos, um destes dias, as grandes companhias teatrais a levarem a palco uma qualquer sátira sobre como nos precavermos contra vírus BPN ou BPP... E outros... Que não o famosíssimo H1N1... Esse, parece que veio para ficar, mesmo que pareçam, como em casos anteriores, mais as vozes que a as nozes. No entanto, como cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, é de aplaudir a iniciativa do Centro de Saúde em enviar uma equipa de enfermagem num périplo pelas diversas aldeias do concelho, levando às populações a informação técnica que, inúmeras vezes, anda arredia. Por enquanto, segundo números oficiais, o número de infectados, no distrito de Bragança, restringe-se a seis. Que as consequências desta estirpe sejam tão manifestas como o foram as da anterior gripe aviária... Assim seja e será o medo maior que o monstro, à imagem do habitual alarmismo catastrófico que caracteriza o pensar português. Género que não se aplica ao restrito mundo dos Caretos, magistralmente levados à tela por Victor Salvador, através do documentário "No domínio dos tempos". Genial, é o que me apetece dizer! Para quem não teve o prazer de ver e tiver interesse em aguçar o apetite, fica o link para o trailer do dito documentário: http://www.youtube.com/watch?v=Fet9Nt0Pnng

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