Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sábado, 29 de agosto de 2009

Cousas Atléticas

A minha curta carreira a dar uns pontapés no esférico começou no Clube Atlético. Nos idos tempos em que o saudoso "Sô Capela" ia assistir "à bola" munido com o seu guarda-chuva, com receio que o "bandeirinha" se pudesse molhar... O velhinho campo da bola foi um digno antecessor do que hoje lhe ocupa o espaço: já era um verdadeiro tribunal, na vertente popular. Especialmente quando envolvia "julgamentos" em que um dos intervenientes era o S.C.Mirandela ou, de forma menos atroz, o G.D.Bragança. Mais coisa, menos coisa, havia, geralmente, direito a assistir a umas paulitadas e a umas fugas para o balneário de uns senhores vestidos de negro. Mesmo nos jogos das camadas jovens... Quando os ditos eram em casa, com ou sem confusão generalizada, a sensação de segurança reinava. O inverso sucedia quando tínhamos que visitar o exterior concelhio, com o também saudoso "Sô Carvalhinho" a conduzir o autocarro Toyota. Curiosamente, os ânimos sempre se mantiveram calmos nas visitas à sede distrital. O mesmo já não se pode dizer das disputas no Estádio de S.Sebastião, em Mirandela. Consegui ver a minha vida a andar para trás... O mesmo se aplica a Alfândega e a Moncorvo. Contudo, o pior episódio vivi-o a norte, em Vinhais. Percebi, muito jovem, as sensações inerentes à expressão "tremer que nem varas verdes". Foi dessa forma que senti as minhas pernas. Tão forte foi a tremideira que deu em paralisia. Parece que foi o que me salvou. Fiquei de tal forma bloqueado que, para lá do primeiro acesso de tiro ao alvo de que fui vítima, esqueceram-se de mim no meio do campo e só quando o temporal amainou é que me descobriram, sentado no pelado, agarrado a uma perna que tinha duplicado de tamanho, em amena cavaqueira com as gentes de Vinhais... Coisas... Ou cousas... Agora é tempo de Estádio Municipal e de 1ª Eliminatória da Taça de Portugal. Que o Lusitânia de Lourosa seja pêra doce e permita acalentar o sonho de novas epopeias semelhantes a uma visita do Benfica ou à quase glória da última viagem ao Bessa. E, já agora, que o vizinho Morais tenha arte e engenho para "despachar" o Olivais e Moscavide (e que as esgote para o derby de abertura da Série A)...

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