Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Nocturnos

Não os de uma qualquer magistral interpretação de Chopin pela inigualável Maria João Pires... Seria aspirar ao sublime... Contudo, as tentativas de descobrir os encantos nocturnos de Macedo conduziram-me ao limiar da sublimação. Vagueei pelas artérias macedenses, em horas plenas de gente em busca de temperaturas amenas. Também o fiz nos momentos em que o coração macedense parece recusar-se a bombear vida. O silêncio é imperador, interrompido no seu reinado por fugazes movimentos de noctívagos. Absorvo um pouco do refresco e da paz nocturnos, arrepiando-me, aqui e ali, com a inusitada sensação de ascetismo numa cidade que dorme. Descobri, afinal, que a banalidade diurna de uma jovem cidade dá lugar, a horas impróprias, a momentos intemporais. E a uma interpretação muito pessoal das cores que pintam e preenchem o vazio da noite...

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