Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Crónicas Lamacenses

Há coisas fantásticas, não há?… Consegui ludibriar o hábito de não acordar com as galinhas… Talvez tenha sido o acontecimento dominical do ano: o rapaz teve arte e engenho para marcar presença na procissão!!! Mesmo com os resquícios dos naturais abusos na boda de Sábado… É verdade que a cerimónia teve o seu início perto da uma da tarde… Mas o despertar já tinha ocorrido umas horas antes… Diga-se, em abono da verdade, que para o mundo dos “normais” isto soará a surreal. Para quem possua um biorritmo “anormal” é perfeitamente entendível a celebração… “Consegui assistir à procissão! IUPI!”… E consegui cumprir o voto de captar alguns breves momentos que a envolvem. Devo ter os meus pecados todos perdoados… No mínimo… A ironia suprema é que até não me enquadro, por aí além, no quadro dos pecadores… Digo eu… Com pecados ou sem, não deixei de abastecer o “bandulho” no pós-procissão. Mesmo que a ritualização do almoço da festa já não esteja imbuído do mesmo significado. Afinal de contas, o que deve ser valorizável é o convívio com os que fazem dos nossos dias um percurso valioso. Seja em dias de festa, ou não… Com a chegada de outros familiares a Macedo, ausentei-me da festa no período vespertino. Confesso que me ausentaria de igual forma caso eles não tivessem chegado… A permanência em Lamas conduzir-me-ia ao pecado do “bota lá mais um copo!”. E dizem os entendidos que os neurónios vão finando com os excessos… Quero preservar os poucos que tenho, mesmo que isto represente um pretexto “mal amanhado”… E depois havia a promessa de novo abastecimento no período nocturno em casa do Ti João… Já sei o que a casa gasta e o meu rico estômago já perdeu a vocação para cantos gregorianos… Perdi o “jogo da cagadela”, mas ganhei um “cibo” de descanso… Descanso que teve o seu término no arraial e na revelação genética que a descendência feminina possui para a dança. Não posso afirmar que seja um esforço hercúleo… Afinal, ainda bem que tenho uma filhota que me faz companhia nas voltas e contravoltas dançarinas. E sempre serviu para treinar alguma linguagem para aplicar no “futebolês” de Segunda-feira… Este dia foi macabro. Apercebi-me que a PDI (Porra da Idade) não perdoa, mesmo tendo jogado, nos tempos áureos, ao lado de figuras com alguma importância na história futebolística deste país. Nunca pensei que os atributos pudessem esvair-se em tanta falta de jeito… Já não posso fazer uma corrida de mais de 5 metros que me abafo… Percebi que o excesso de peso não se encontra, afinal, na barriga mais proeminente, mas sim nas pernas. As ditas devem ter-se visto privadas de massa muscular, sendo a mesma substituída por chumbo… Ainda bem que os solteiros desistiram da jogatina quando me aprestava para mais uma demonstração sobre como não jogar futebol… Senti um alívio imenso pela irritação gerada por um golo pretensamente mal anulado… Acabou-se, logo ali, o martírio… Para o ano há mais. Desconfio é que me candidatarei a apanha-bolas… E, de novo, a apanha-”tchitcha” assada na brasa! Que bem me soube a merenda! E a camaradagem existente entre a “malta de Lamas”! Mesmo que na dita camaradagem tenha que se conviver com dois “sôs” agentes da autoridade. Ainda bem que não estão em funções… Não haveria “alcoolímetros” que chegassem… “Bá, e assim c’mu quem num quer a cousa, até que nim são más almas”: um teve a penitência de ter que me aturar como “prof“, o que não deve ter sido coisa fácil; o outro teve a remissão dos pecados com a paciência de um sermão à minha rapariga, por andar a colocar em causa a sua segurança e a de outros condutores, o que não deve ter sido coisa fácil, também… Fácil também não foi o regresso a Macedo… O arraial gerou muita sede… “Inda bem que num tibe q’ir ou a guiare“…

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