Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sábado, 29 de agosto de 2009

Outras visões da Senhora do Campo

Há redutos onde o tempo se assemelha a uma ampulheta desprovida de areia. Como se uma ordem suprema bloqueasse o normal curso da vida e a natureza permanecesse imutável no decorrer dos séculos. Uma subida ao outeiro onde se situa a ermida da Senhora do Campo traz consigo a vontade de nos embrenharmos num mundo onde se respira paz. Não uma qualquer paz... A visão de longo alcance arrepia os sentidos e a presença das duas sentinelas em forma de serra faz-nos sentir inexpugnáveis. O arvoredo, conjunto de fantasmas que o tempo não apagou, testemunhas de antigas devoções, permanece imóvel, em sentido, guardando pedras que brotam do solo e a gente que ali aflui. Seja em dias de romaria e cumprimento de promessas, em amenos passeios familiares ou em celebrações de união eterna. O Monte do Facho revela uma distinta faceta, feita de marcos da civilização ou de impenetráveis terrenos onde será impossível descortinar o motivo da toponímia. Outras histórias... Ou uma parte da História, ocultada por detrás da densa vegetação. Será assunto para outro post... Fecham-se as portas e ilumina-se a alma com um pôr-do-sol que remexe nas entranhas das pedras...

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