
Na semana que agora termina, o meu sistema imunitário foi colocado em alerta máximo. Não se julgue que foi pelo resfriado que, numa fase inicial, pensei ser uma visita do Influenza versão suína. O dito sistema quase entrou em colapso pela possibilidade aberta de uma qualquer deslocação a um serviço de saúde! É verdade que, como factor atenuante, tenho o facto de viver no litoral... Porque, caso estivesse na minha terra de adoração, estou seriamente desconfiado que já teria cedido à pressão. Não que duvide das capacidades profissionais dos que prestam serviço no CHNE. As minhas dúvidas centram-se inteiramente nos profissionais que gerem os ditos profissionais do CHNE. Vejamos... Imaginemos... Que somos aquela pessoa que foi bafejada pelo infortúnio de ter um quisto na cabeça. E que vamos a uma consulta na qual é solicitada uma intervenção cirúrgica de urgência para remoção do referido quisto... E que nos apercebemos que o conceito de urgência é algo que tipifica o país em que tristemente vivemos: três meses!!! Até que, urgentemente, nos deslocamos a uma clínica privada por nos cansarmos de esperar pela urgência...

Estranho? Não! A Unidade de AVC vai sofre obras de ampliação? Vai! Deve ser urgente... Porque o seu responsável fala em três meses para a sua conclusão... Mas vamos todos bater palminhas! Abriu a Unidade de Cuidados Paliativos no Hospital de Macedo! Com um atraso de três meses? Nããããã... Com um atraso de dois!!! Anos!!!! Não era urgente... Urgente era o recente caso de uma paciente com um traumatismo vértebro-medular que deveria ter sido transferida de Viseu para Coimbra. Esperou três meses? Obviamente que não... Esperou "apenas" quatro horas. Porquê? Porque só temos três helicópteros de emergência neste país. O que estava mais perto, em Santa Comba Dão, estava avariado. Os restantes dois não podiam levantar voo, alegadamente, por problemas atmosféricos. E os outros três, prometidos há (já me esqueci do tempo de espera)... Um deles era, precisamente, para Macedo... Era? Já passaram três meses? Não era urgente...
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