
Ainda que se assemelhe a um qualquer conjunto de caracteres ininteligíveis, a anormal sequência que encabeça esta crónica (presunçoso?!...) mais não é que a nomenclatura abreviada das vias que nos ligam ao mundo litoral (para oeste, bem entendido). E que bicho me terá mordido para "estupidificar" através de siglas rodoviárias? "BAMUS TER AUTOSTRADA!!!"

"Cum catancho", eu sei que o progresso é necessário (neste caso, até se revela tardio), mas vou ser acossado, de novo, pela nostalgia. A experiência diz-me que, depois da resistência inicial, a pena fica mais leve. Já passei pelas mesmas agruras quando criaram o IP4 e deixei de circular pela bucólica N15.

Que se dane!... A verdade é que a N15 ainda existe e nela só circulo nuns míseros quilómetros quando me apetece abastecer de água fresca do Marão. Contudo, como diz um qualquer poeta (que até posso ser eu - presunçoso, de novo...), o tempo passa e os momentos ficam. E são momentos da minha infância que marcam o compasso das minhas recordações da velhinha N15, sejam eles a bordo da (também) velhinha Peugeot ou das "Cabanelas" com bancos castanhos desconfortáveis, serpenteando Marão abaixo. Mais não seja, percebi o conceito de eternidade. Era esse o tempo que tardava o aparecimento do mar de Leça. Não sem, inúmeras vezes, sentir que as entranhas se vingavam, tentando fugir da curva e contracurva pelas goelas... Depois, apareceu o IP4...
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