
No Paleolítico era assim. Cerca de 20 milénios após (mais coisa, menos coisa, que as datações radiométricas por carbono, urânio ou árgon não são para aqui chamadas...), este rapazola já tinha deixado a arte parietal para se dedicar à arte móvel de escrevinhar em ardósia.

Entretanto, as inovações do meu século das luzes (o vigésimo d.C.) foram trazendo cadernos em catadupa, de todas as cores e feitios.

Mal me ajeitava com a caneta de tinta permanente do "velhote", acrescida da dificuldade de uma acessório obrigatório, que mais não era que um frasco ao qual chamavam tinteiro.

Para obstar à dificuldade, o mais indicado foi recorrer às "Bic" ou, em alternativa, às "Molin".

Mas a cereja nostálgica no topo do bolo da escrita será sempre representada pela miríade de acessórios bem portugueses da Viarco.

Não me parece que nesse grupo se incluíssem as "aguças", as "borratonas" ou os utensílios para "safar", mas havia tantas "cores", embaladas em caixas de vários feitios!



Nessa época de muitos sonhos, fazer desenhos era, tal como parece acontecer nas crianças de hoje, muito mais divertido e menos aborrecido que efectuar as obrigatórias sessões de leitura. Deve ser por isso que somos um povo de artistas... Analfabetos... Porque, analfabeto não é o que não sabe ler; é aquele que, sabendo, não o faz...



O expoente máximo da evolução cultural é o fantástico passo de uma vulgar

sem erros para um

carregado de sinais de analfabetismo...
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