Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sonhos de sondador das miúças dos Felis fetidu

“Ridiamo e rideremo perché la serietà fu sempre amica degli impostori” - Ugo Foscolo

Sonhei com um mundo em que a reincarnação é uma possibilidade. E senti o renascimento, dando corpo a um ser cujo nome assumia a pompa de “Ric Hard Argueiro Pear-tree”… A aterragem decorreu num ambiente de euforia generalizada… Logo suspeitei de algo inusual… O cartaz de boas-vindas, à saída do aeroporto, era sugestivo: «BEM VINDO A LOLILÂNDIA, ONDE UM RISO SATISFEITO VALE MAIS QUE CEM GEMIDOS». Logo me lembrei que, na minha paralela vida real, havia um saudoso Raul que apelava a um “Façam favor de ser felizes”. E que esse apelo caía, maioritariamente, em saco roto… Estranhei as faces dos seres circulantes, descontraidamente em forma de “smile”, que se abeiravam de mim numa postura anormalmente amigável e repetiam, incessantemente, uma frase de um homem dado a escrever sobre os “misérables“ do meu outro mundo: “O riso é a distância mais curta entre duas pessoas”. Rapidamente obtive uma resposta para a minha estranheza. Os écrans espalhados pelo recinto aeroportuário passavam excertos de uma entrevista em que eu próprio era o entrevistador. Era isso impossível! Tinha acabado de aterrar num país estranho! Bem… No universo dos sonhos não há espaço para impossibilidades… Facto indesmentível, atestado pelo rodapé televisivo que debitava informações acerca do “share” de audiências das sequenciais entrevistas, inauguradas pela presença do P.-M. de Lolilândia, Pepe Filósofo. Homem bem disposto, acabado de receber um prémio que fez roer de inveja um tal de Bad Pito, cheio de eloquência, boa disposição e que responde com rasgados sorrisos às minhas provocações sobre a sua grande amiga Nelly Blacksmith Milk. A mesma postura é assumida quando retiro da cartola um “Magellan”, uma espécie híbrida provocadora de contagiosos ataques de riso pelos conteúdos lexicais anedóticos, mas que pode provocar sensações de miopia. Afinal, tudo se passa no decurso de um sonho na Lolilândia… Contudo, algo me soava a familiar… Quase jurava que aquele Pepe Filósofo era um sósia de alguém que conheço, diametralmente oposto… Esqueci por completo a dúvida existencial, já que estava a gostar de me sentir percorrido pelo hormonal universo “endorfínico“… Algo semelhante ocorreu quando as imagens foram substituídas pela incontornável figura da Nelly, a já referida amiga de Pepe. Os músculos faciais não resistiram, perante o atrevimento de questionar a senhora (a que Yohanan Soeiro, da família dos Alone-Airs, apelidou, carinhosamente, de “a outra“) acerca do seu candidato a alqadi de al-Lixbûnâ, para além do já conhecido Petrus Sanct’Hannah Lupus. Também neste caso fui acossado por arreliadores calafrios, provocados pelas semelhanças que a sorridente Nelly possuía com uma dama-de-ferro que, no meu mundo, impôs um cabeça-de-lista do Douro Litoral pelo círculo de Bragança… Coincidências… Afastado o torpor mental, seguiram-se os amicíssimos Paul McDoors (o bravo Market’s Little Paul) e Paco Anacleto (o lutador Franco Vaisselle, parceiro de lutas de outro McDoors), na sua titânica luta de classes dos com ou sem gravata, com ou sem taxas sobre telemóveis empresariais… Como o despertador tocou, fiquei sem saber se o Apache de Pirescoxe será esmiuçado por Ric Hard A. Pear-tree… Estou ansioso por adormecer de novo… E afastar-me, ainda que utopicamente, da Linha do Tua, dos repuxos e mastodontes do Jardim, da “falta de democracia”, das “Bocas Verrinosas”… E do helicóptero do INEM, dos Jardins de Infância e Centros de Saúde que encerram serviços, dos acidentes no IP4, da sub-região mais pobre da União Europeia, da agricultura abandonada, do envelhecimento da população transmontana…
«A IMAGINAÇÃO CONSOLA OS HOMENS DO QUE NÃO PODEM SER. O HUMOR CONSOLA-OS DO QUE SÃO.» Winston Churchill

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