Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



domingo, 27 de setembro de 2009

O primeiro dia do resto das nossas vidas

Há 52 anos não havia eleições. Mas existia algo a abalar o território nacional. A irupção dos Capelinhos não deixava margem para se pensar que, meio século após, seríamos detentores do vulcânico poder de decidir sobre a "morfologia territorial" que advirá destas Legislativas. Escrevo isto porque, a poucos momentos de me dirigir à Junta de Freguesia, ainda não descortinei a posição do PI (Partido dos Indecisos) no boletim de voto. Se há meio século havia fenómenos da tectónica, há 41 anos tinha renascido um pouco da chama da esperança, a partir do momento em que Marcelo Caetano tomou as rédeas do monolitismo que caracterizava a cena política portuguesa. Soou, segundo as crónicas, a ventos de mudança... A verdade é que (e peço desculpa pelo abuso linguístico), revelou-se um "não é merda, mas cagou-a o gato"... Essa é a sensação com a qual parto para a missão de colocar um cruz num papel. E não é por medo de ser atingido pelo H1N1 depositado em qualquer caneta pública... O estado a que vi chegar este país faz-me suspeitar que, com ou sem mudanças, haverá mais do mesmo. Particularmente no que à minha região diz respeito. Trás-os-Montes não sofrerá nenhuma metamorfose... Será, talvez, mais abandonado... Ou mais esquecido... Haja, ou não, A4, IP2 e IC5... Apanágio dos tempos e da história... Deve ser por isso que me sinto estranhamente deprimido. Porque, mais logo, seja qual for o resultado, não terei razões para festejar. Como dizem na minha terra adoptiva, um diz "mata!", outro "esfola!" e vem um terceiro a dizer "atirem-no ao mar!". Quanto a Trás-os-Montes, não se pode matar o que morto está... Mas pode ressuscitar-se! Assim queiram as gentes...

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