Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sábado, 7 de novembro de 2009

2-hidroxi-1,2,3-propanotricarboxílico…

A pátria transmontana é notícia por liderar o ranking de apreensões de ficheiros musicais. Das três, duas… Ou finalmente adquiri a percepção da proveniência do meu gene melómano, ou a Inspecção-Geral das Actividades Culturais não possui delegações nos distritos do litoral, ou a dita IGAC tem que justificar de alguma forma a existência da Inspecção de Espectáculos e Direito de Autor nos distritos transmontanos… A melomania que atacava, de forma vil, as minhas parcas poupanças, constrangia-me a visitas periódicas às grandes superfícies musicais que têm nome de uma ex-marca de ar condicionado… Depois… Bem, depois descobri que a minha ingenuidade monetária poderia descer uns degraus com uma simples visita às feiras dominicais que proliferam neste distrito costeiro onde vim aterrar (que, pelos vistos, não tem IGAC-IEDA). “Atão, déze Cds pur déz’ouros, quando gaztaba mais q‘ua nota só num‘e? Boa jeira!“ E quando a busca se enquadra no elitismo musical, pela módica quantia de “muntos poucos ouros”, há uns sites originários do lado de lá daquele mítico muro que oferecem uma inaudita variedade… Arrisco-me a ser considerado um criminoso, só por se limitar a fugir do crime que sobre ele é cometido através dos exorbitantes preços de um mero CD (ou DVD, que “mai fai”), taxados com um imposto, também ele exorbitante. Dizem por aí que quem tem vícios, sustenta-os… Plenamente de acordo… Todavia, jamais o meu vício musical poderá suportar os vícios alheios. Por mencionar vícios, à minha memória assoma uma notícia mais com estreitas ligações à dita pátria transmontana. É a tal, notícia, porque existe um filho dessa esquecida pátria que, dizem às más línguas, tem uma face oculta. Ou, em última instância, é um dos aparelhos auditivos dessa “benta zcundida”. Até pode ser… Ou não… No país “nim” em que vivemos, seja ou não seja parte integrante do ocultismo, há-de ser apenas um exemplar transmontano a enquadrar-se num alargado grupo onde outros exemplares, dizem de novo as más línguas, “parece” que “comiam meninos ao pequeno-almoço” e a digestão apenas lhes custou a pena de se candidatarem à presidência de algumas autarquias... E como as más línguas se restringem à monotonia da faca e alguidar, não é que outros exemplares há que por lá se enquadram, isto a crer apenas nos testemunhos provindos de terras de Sua Majestade, um tal território sem credibilidade alguma, não só por ser a pátria dos hooligans como também a dos tablóides? Mas também porque chamam “port“ a um porto e porque, sabe-se lá porque carga de água, dizem que, após o 25 de Abril, o povo português ficou “free“ ao invés de se limitarem a livre… Dizem as boas línguas… Conveniências inconvenientes… É ainda a pátria transmontana notícia porque quando a esmola é grande, a pátria pobre deve desconfiar… Andava feliz e contente pelos avanços na A4, no IP2 e no IC5. Confesso que me apeteceu, variadas vezes, beliscar os excessos lipídicos para me conformar com a ideia da futura existência de vias de 120 km/h no único distrito onde, legalmente, não se pode ultrapassar a ultra-sónica barreira dos 90 km/h. Qual apóstolo incrédulo, não deixava, contudo, de me alegrar com a efusividade de um ex-ministro na inauguração da dinamitação do Marão. Até surgir outro ex-ministro com explicações sobre a recusa de visto às concessões rodoviárias que rasgariam o distrito esquecido e o aproximariam do mundo. Nada de que não suspeitasse já… Afinal, o período eleitoral já é passado… Mas diz o Sr. Presidente do Tribunal de Contas que as obras podem continuar. Até quando?… Legalidades à parte, e porque este fim-de-semana decorre um curso micológico, o DN traz a notícia da ameaça que paira sobre o negócio dos cogumelos florestais transmontanos, pela prolongada ausência de chuva. Pluviosidade que parece estar de regresso e a congestionar a segurança do troço da N102 entre o Pontão de Lamas e Macedo. Enquanto os bate-chapas vão arranjando trabalho extra, a Estradas de Portugal afirma que, obras neste acidentado troço, só no segundo trimestre de 2010. E depois ainda há a EDP a querer amansar os depauperados transmontanos com Energy Bus, projectos solidários feitos de migalhas e trocas de lâmpadas… Só não entendo a publicidade feita no site institucional da autarquia… Pode ser que Macedo ganhe alguma coisa com isso… Macedo que se insere na tal pátria transmontana… Dadas as circunstâncias, já não sei se, por ser um filho da pátria, não me sinto cada vez mais tratado como um filho da “pútria”… Ou é apenas o ácido cítrico que deu título a este post a exercer os seus efeitos…

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