Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sexta-feira, 24 de abril de 2009

"(Re)Novembrando" o 25 de Abril (III)


A euforia gerada pelo desmembramento de um regime que só trouxe liberdades individuais para os "que eram da cor" depressa se esvaiu, sofrendo uma metamorfose nos ideais de democracia. Rapidamente surgiu a deturpação dos valores que conduziram à Revolução dos Cravos. O ano de 75 foi fértil em manobras e contra-manobras, culminando no célebre "Verão Quente" e na sequência de acontecimentos que mais não foram que uma repetição, à esquerda, das atrocidades castradoras de liberdade que durante meio século foram praticadas à direita. O que dizer da ocupação do jornal "República"? Ou das instalações da "Rádio Renascença"? Ou ainda dos desacatos provocados relativamente ao primeiro comício do CDS? Afinal, as vantagens da descolonização não se terão diluído na entrega em bandeja das ex-colónias aos "mentores a leste"? Onde ficou a tão apregoada auto-determinação? «Não está em jogo o programa do 25 de Abril, mas sim os desvios posteriores» Esta frase proferida pelo Arcebispo de Braga de então, D.Francisco Maria da Silva, retrata fielmente o que se passou no pós-25 de Abril. Mais que nunca, estivémos à beira de uma guerra civil Norte-Sul. E porquê? Porque foram os que puseram termo aos atentados à liberdade, acabando com um regime autoritário "de direita", que tentaram impor um mesmo regime patético "de esquerda", escudados por detrás de interesses colectivos (?) retratados nos discursos do proletariado. À anarquia e delírio revolucionário opôs-se a tenaz vontade e clareza de espírito de homens esquecidos, como Jaime Neves ou o "Vice-Rei do Norte", Pires Veloso. São homens como esses que são hoje apelidados de anti-democráticos... De que lado está a anti-democracia? Ainda bem que o 25 de Abril surgiu. Para mim é o feriado que celebra a libertação do jugo da "right wing". Como adepto da "center wing", talvez celebre com mais entusiasmo o 25 de Novembro. Representou o alívio do fardo da "left wing". Gosto de voar com duas asas de forma equilibrada... Em que país viveríamos se Duran Clemente não tivesse sido interrompido no seu discurso na RTP?...

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