
Já por aqui fui fazendo menção a algumas figuras que marcaram, com maior ou menor grau, a história da "vila". É com agrado que vou verificando que Macedo não se resume à Estalagem (infelizmente de portas fechadas), ao Rali TT, à Feira de S. Pedro ou ao Azibo. Ainda que representada, nalguns casos, por "emigrantes", a cultura macedense, mesmo que pareça moribunda, vai persistindo, afinal, em dar mostras de sinais de vida. Seja através de Manuel Cardoso e da sua magnífica veia literária, de Pedro Pires e das fantásticas coreografias dos seus bailados ou de Paulo Renato Vieira e das cores quentes com que preenche os seus quadros.

Ou ainda, para imensa surpresa minha, da menina Ana Rita Prada e da sua espantosa voz que faz arrepiar até os mais críticos (como eu) da proliferação de programas de descoberta de novos talentos musicais. Vão sendo exemplos destes que aguçam, ainda mais, o meu genuíno sentir transmontano e, de forma mais particular, macedense. Representam uma forma de equilibrar a tristeza que por vezes me assola nas minhas deslocações a Macedo. Tristeza essa que provém da morte lenta que vai descaracterizando a minha "vila". Por isso vou fugindo, sempre que posso, à redescoberta de locais únicos que me transmitam a rusticidade e a singularidade transmontanas. Banrezes é um deles. Assiste-se ao renovar da "crónica de uma morte anunciada", renovando-se, em simultâneo, o prazer de ser presenteado por um pouco de paz bucólica...
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