
Foto incluída num magnífico apontamento do Semanário Transmontano, cujo conteúdo transcrito comporta a seguinte aberração: "AFINAL, O PORTUGUÊS NÃO TEM APENAS O FEIO HÁBITO DE CUSPIR NA RUA. PELO MENOS EM MACEDO DE CAVALEIROS, TAMBÉM HÁ QUEM O FAÇA EM RECINTOS FECHADOS, COMO NA NAVE ONDE TEM LUGAR A FAMOSA FEIRA DE SÃO PEDRO. SÓ ASSIM SE PERCEBE O SINAL DE PROIBIÇÃO COLOCADO NA PAREDE DO PAVILHÃO, ONDE, NO SÁBADO PASSADO, DECORREU UM JANTAR COMÍCIO COM MANUELA FERREIRA LEITE." Estou imerso numa maré de dúvidas... Não sei se direccionar a minha ira momentânea contra quem teve a insensatez de expor tal aviso vergonhoso ou se aponto armas para quem teve a desfaçatez de insultar a minha proveniência macedense. Não creio que o "sinal de proibição" a que alude o comentário tivesse réplicas por todo o recinto. Pelo contexto em que está inserida a imagem, a mesma parece restringida a alguma área bastante limitada e isolada. Ainda que assim não fosse, transformar a dita "proibição" num sinal que induz num comportamento rotineiro, extensível ao quotidiano macedense, não passa de aproveitamento jornalístico. A quem teve a ousadia de, esperando obter o Prémio Nobel da Básica Ironia Jornalística ou, quiçá, o Pulitzer, na categoria de "Furo de Reportagem Fotográfica", escrever num semanário com o qual até simpatizava, que "em Macedo de Cavaleiros, também há quem o faça (cuspir) em recintos fechados", deixo-lhe duas simples questões: 1 - Já esteve em Macedo de Cavaleiros? 2 - Caso a resposta seja afirmativa, quantas "escarretas" já lhe acertaram no olho para escrever tal barbaridade? A alguma lhe ter acertado, agradeço-lhe ter estado no local certo, à hora certa, para as ditas não terem acertado em mim... E já que teve o condão de despertar a minha mais profunda faceta vernácula, será dispensável a sua básica ironia numa próxima visita que efectuar à minha "vila". Porque, "cara... ma rafo.." (assim mesmo, de uma forma genuinamente transmontana, com "pontinhos" por respeito a quem mo merece!), arrisca-se a um "sinal, não de proibição, mas sim de permissão" onde seja mencionado "PERMITIDO «CAGAR-SE» PARA JORNALISTAS INOPORTUNOS!" (sim, esse mesmo «verbo» socialmente incorrecto, que toda a gente utiliza, incluindo jornalistas que, provavelmente, também cospem para o chão - quando ninguém vê - e que também se «cagam» - quando ninguém ouve...). Que se «caguem» à vontade, mas sem sujarem a minha terra... E que não cuspam nela porque, dessa forma, nada mais farão que imitar os autóctones... Por mencionar tal coisa... Fica a dúvida inocente: estaria o dito aviso de "proibição" colocado na área reservada à comunicação social? "C'mu debo 'star meio 'spritado, num fui ou q'u dixo!"...
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