Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sexta-feira, 24 de abril de 2009

"(Re)Novembrando" o 25 de Abril



Onde estava no 25 de Abril de 74? Em boa verdade, se bem me lembro... Não me lembro! Mas deveria estar a dar uns chutos numa qualquer bola, num qualquer campo, fosse ele improvisado ou não... Alheado das convulsões que mais a sul se passavam... E onde estarei no 25 de Abril de 2009? Manter-me-ei alheado... Desta vez, das comemorações (não tenho nada para comemorar), da enxurrada de "capitães de Abril" (por muito respeito que por eles tenha) e dos cravos vermelhos (sou mais virado para o que é encarnado)... Uma certeza tenho: não andarei de cravo na lapela (não farei mais que imitar o mais alto dignatário da nação), não proferirei palavras de ordem (sou mais adepto da ordem das palavras) e não me disporei a ouvir as "músicas de Abril" (prefiro outras "coisas" de intervenção). Serei um anti-revolução dos cravos? Não me posiciono em nenhum lado que seja anti-"qualquer coisa". Prefiro o positivismo de optar por ser a favor de "qualquer outra coisa". De tal forma que sou mais a favor da contra-revolução dos cravos do que da propriamente dita. Arrisco-me a que as mentes que, 35 anos passados, ainda sofrem de "delirium revolucionarium" me acusem de ser adepto do fascismo... Como sou dos que considero que a democracia é o sistema imperfeito mais perfeito encontrado até a data, tais acusações, a surgirem, mais não farão que cair em saco roto. Da mesma forma que caíram as dos fervorosos revolucionários macedenses que, ao abrigo do calor dos cravos (e de uns copos extra no improvisado plenário do Café Central) queriam deslocar-se à minha residência para prender o meu "velhote". Valeu a intrepidez do "Sô Antoninho 17" que, num assomo de bom senso, relembrou àquela malta endiabrada e delirante da "left wing" a dívida de gratidão que tinham para com a pessoa que, na altura, apelidou de "pai" de todos. Recordo-me, vagamente, de ter tido o jantar interrompido quando, esbaforido, irrompeu pelo corredor o dito senhor apelando ao meu "velhote" para que fugisse. Fazendo jus à sua serenidade habitual, afirmou, de forma peremptória, que só fugia quem devia e que talvez ele fosse mais credor que devedor. A verdade é que não fugiu e que a intenção de quem perpretou a tentativa estava mais em consonância com a eliminação de um concorrente económico. Mesmo para os revolucionários, o negócio comandava a vida...

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