Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



terça-feira, 5 de maio de 2009

Quadros Masaedenses


Há momentos únicos, irrepetíveis, apenas possíveis pela irreprimível vontade gerada pela sã loucura de um apaixonado pelas terras de Martim Gonçalves de Macedo. São pontos no tempo, cascatas de arrepiantes sensações, pedras de intermináveis histórias, pedaços do nada floridos do tudo... São alinhamentos de xisto desenhados por rudes mãos, pontes de eternidade abandonadas ao vento, povoados perdidos no tempo... É o topo do mundo, fustigado pelo esquecimento, saudado por cores eremitas e por bandos de tons que esvoaçam sem tela ou pincel... É o universo perdido em fronteiras inexistentes, onde se confunde o céu com a terra, o ar com a água, o sol com a chuva... É um mar seco de searas que ondulam, onde a vida se cruza com vida e a morte não chega para apagar a memória... Miríade de sensações, onde os olhos ouvem e os ouvidos vêem... A solidão no centro de uma multidão colorida onde se misturam aromas, visões, sons e gostos únicos, distintos, inenarráveis, eternos... É Trás-os-Montes, é Macedo... É tudo...

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