Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém hai puri irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as'tanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, dàs bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim nos arraiolos ou o meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Anda'di, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te no motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couratcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRASMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS :







domingo, 24 de maio de 2009

Escolas que vale a pena fechar???


Não discordando de Mota Andrade, a propósito do encerramento de Escolas Primárias (aquelas que adoptaram a rara designação de EB1), não posso deixar de manifestar a minha estranheza pelas consecutivas políticas de "terra queimada". Dá-se por um lado, tira-se por outro. Deve ser penoso viver em algumas regiões transmontanas... Aliás, não deve, é! Remetendo-me exclusivamente ao meu concelho, posso imaginar as agruras de fixar residência em freguesias como Soutelo Mourisco ou Burga, só para citar dois exemplos, um a norte e outro a sul. É certo que deverão existir algumas compensações, caso contrário já seriam uma espécie de neo-banrezes ou neo-carvas. Mas também não é difícil levantar a suspeição para que as eventuais compensações não suportem a permanência de gente, a muito breve prazo. A cada incursão às profundezas da realidade concelhia, as rugas nos campos são inversamente proporcionais às equivalentes nas faces dos que resistem à desertificação. Diminuem as escolas, diminui a população, à medida que aumenta o abandono e o envelhecimento, reflectidos nas ruínas fruto das sementes do tempo. E aumenta, de igual forma, a proliferação de flora selvagem... Pelo menos, deve ganhar-se na produção autóctone de oxigénio... Começo a perceber a adiada promessa do heli do INEM. Para quê um helicóptero se, um destes dias, fica sem local disponível para poder aterrar? E, da maneira como se mantém a tendência para o envelhecimento da população, para a desertificação e para a baixa taxa de natalidade, não me espanta que, em poucos decénios, a província transmontana se transforme num "admirável mundo novo" pautado por coutadas para fazerem as delícias dos que agora só lá vão para conseguir uma "cruzita no papelinho"... Exceptuando Mirandela, Macedo e Bragança, que se situam no eixo central do distrito, receio pelo futuro dos restantes 9 concelhos do distrito... Venha de lá a A4 e o IC5... E que, do lado de lá da fronteira comece a vir bom vento e bom casamento...

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