Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O sopro da existência

Em termos meramente práticos, a morte tem supremacia sobre a vida. Na batalha da existência, a segunda acaba sempre por ceder. Resignação absoluta, não há volta a dar... Porém, enquanto nos mantemos em oposição ao sono eterno, vão surgindo figuras que se atravessam na empreitada e dão um pouco de luz à passagem. Infelizmente, as contingências da vida constrangem-nos a relegarmos para o esquecimento algumas delas. E só nos lembramos das suas marcas quando se torna impossível partilhá-las pessoalmente. É o caso da incontornável figura do Padre Neto. Ao ler a notícia do seu desaparecimento, mais que recordar-me da sua inconfundível figura de professor e das histórias a ele associadas, a minha memória foi instantaneamente acometida por uma sensação de injustiça. Não exclusivamente direccionada à figura daquele professor de Português que, do alto da sua sobranceria, nos massacrava com actividades embrionárias das, hoje, extra-curriculares. Foi a minha fonte para os meus parcos conhecimentos de Latim... A sensação de injustiça referida provém, antes, de algum (aparente) esquecimento de todos aqueles que marcaram a minha educação macedense. Há sempre um tempo para tudo, ainda que o mesmo provenha de uma ausência para a eternidade... Seria impossível listar todos os que acrescentaram um pouco àquilo que hoje sou. Dentro desse universo, há quatro pessoas às quais tenho que demonstrar a minha profunda gratidão por tudo o que me deram, enquanto aluno e enquanto pessoa. A primeira delas, a que me acompanhou nos meus primeiros passos, a inestimável Professora Maria Cândida. Segue-se-lhe a pessoa que, pela paixão com que me transmitiu a História, deixou a semente para semelhante sentimento que hoje nutro pela dita, o Prof. Fundo Ferreira. Finalmente, duas pessoas que me ajudaram a ver o mundo com cores distintas das que, habitualmente, um adolescente vê. Muito, muitíssimo obrigado, Prof. Jacinta e Prof. Clara!!! Um agradecimento extensível a todos os que aqui são omissos...

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