Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

É mal, ninguém leva a Carnaval

Apetece-me trocar as voltas ao mundo, empurrar o Equador para os Pólos, inverter a rotação da Terra, deixar de vez o heliocentrismo e colocar o Sol... Ops!... Esperem lá... Sol? Escrevi "Sol"??? Rotação? Rotação, rotativas... Hummm... Tenho uma leve, levíssima, aliás, impressão que em menos de cinco minutos, qual teoria da conspiração, tenho à porta das Cousas aquela coisa que me faz lembrar a Lotaria, só por causa do cautelar... Como cautelas e caldos de galinha blá, blá, blá, blá, blá, blá, vou fazer uma pequena pausa para ir lá em baixo pedir ao segurança que se disfarce de jornalista. Afinal, estamos mal e ninguém leva a Carnaval... De regresso desta pequena metamorfose democrática, não me vou disfarçar de historiador e desatar para aqui a narrar a saga do aio de Afonso Henriques, nem a probabilidade de um qualquer presumível descendente Moniz... Também não me dedicarei a tratar o primeiro rei por Ibn Errik, ou uma qualquer outra forma de tratamento Moura, seja ela na versão sarracena ou numa mais moderna provável portadora da carga genética de Gueda, o Velho, mítico personagem do séc. XI. Caso o fizesse, seria enCrespar em demasia as águas ou, quem sabe, um desalmado vento que tomasse de assalto uma folha de jornal, saísse o dito para as bancas diariamente ou tivesse o mesmo honras de dia precedente do Sábado... Afinal, é Carnaval... Andará por aí algum "Facanito" à solta, de escuta em punho? É melhor precaver-me, disfarçando-me de Careto... Imporei respeito ao pretendente e os chocalhos abafarão a conversa... E ganharei na preservação das tradições. Umas tais que, não nos "pônhamus guitchos", serão carcomidas pela castração a que vamos sendo votados, ainda que, miseravelmente, votemos, e os nossos miseráveis votos nos "botem" na miséria... Um voto transmontano é um voto no desprezo... E, dizem os antigos, quem não se sente, não é filho de boa gente. Não terei a presunção de dizer que sou filho de boa gente, ainda que o seja, mas deixo espaço aberto para a discordância. Mas sinto-me! E aí, não há discórdia que pegue. E cada vez mais sinto que as migalhas que, subservientemente, acolhemos ao abrigo de um "samaritanismo" que nos compele a regurgitá-las de seguida, mais não são que evidentes tentativas que vão provando a nossa ineficácia como povo distinto. Por mencionar migalhas, sabe-se lá porque via, lembrei-me do PIDDAC. Como estamos em época carnavalesca, queria disfarçá-lo com qualquer coisa que rimasse. Um autarca transmontano antecipou-se, estranhamente afirmando que não estava interessado nem no PIDDAC nem no Mandrake. Como me retirou a potencial veia poética, sinto-me constrangido a buscar alternativas no aceitável espírito folião. Retomando a normalidade, é Carnaval, ninguém leva a mal... Lembrei-me dos "peidinhos engarrafados" da minha irrequieta juventude. Lembrei-me, ainda, de um termo que ficou mediaticamente famoso, a propósito de felinos: fedorento. Mas o que tem isto a ver com as migalhas do PIDDAC? Ah! Procurava uma rima e tinha pensado numa utilizada por antecipação... Como não sou autarca, como está este país mergulhado num retrocesso a lápis e carimbos, e como é mesmo Carnaval... Como já não disponho de "peidinhos engarrafados" e à disposição não tenho rima que me valha... Isto não é um PIDDAC, é um "TRAQUE"! Fedorento, mal cheiroso, bafiento, execrável... Um "traque" que merecemos, por tudo aquilo que não fazemos...

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