
Apetece-me trocar as voltas ao mundo, empurrar o Equador para os Pólos, inverter a rotação da Terra, deixar de vez o heliocentrismo e colocar o Sol... Ops!... Esperem lá... Sol? Escrevi "Sol"??? Rotação? Rotação, rotativas... Hummm... Tenho uma leve, levíssima, aliás, impressão que em menos de cinco minutos, qual teoria da conspiração, tenho à porta das Cousas aquela coisa que me faz lembrar a Lotaria, só por causa do cautelar... Como cautelas e caldos de galinha blá, blá, blá, blá, blá, blá, vou fazer uma pequena pausa para ir lá em baixo pedir ao segurança que se disfarce de jornalista. Afinal, estamos mal e ninguém leva a Carnaval... De regresso desta pequena metamorfose democrática, não me vou disfarçar de historiador e desatar para aqui a narrar a saga do aio de Afonso Henriques, nem a probabilidade de um qualquer presumível descendente Moniz... Também não me dedicarei a tratar o primeiro rei por Ibn Errik, ou uma qualquer outra forma de tratamento Moura, seja ela na versão sarracena ou numa mais moderna provável portadora da carga genética de Gueda, o Velho, mítico personagem do séc. XI. Caso o fizesse, seria enCrespar em demasia as águas ou, quem sabe, um desalmado vento que tomasse de assalto uma folha de jornal, saísse o dito para as bancas diariamente ou tivesse o mesmo honras de dia precedente do Sábado... Afinal, é Carnaval... Andará por aí algum "Facanito" à solta, de escuta em punho? É melhor precaver-me, disfarçando-me de Careto...

Imporei respeito ao pretendente e os chocalhos abafarão a conversa... E ganharei na preservação das tradições. Umas tais que, não nos "pônhamus guitchos", serão carcomidas pela castração a que vamos sendo votados, ainda que, miseravelmente, votemos, e os nossos miseráveis votos nos "botem" na miséria... Um voto transmontano é um voto no desprezo... E, dizem os antigos, quem não se sente, não é filho de boa gente. Não terei a presunção de dizer que sou filho de boa gente, ainda que o seja, mas deixo espaço aberto para a discordância. Mas sinto-me! E aí, não há discórdia que pegue. E cada vez mais sinto que as migalhas que, subservientemente, acolhemos ao abrigo de um "samaritanismo" que nos compele a regurgitá-las de seguida, mais não são que evidentes tentativas que vão provando a nossa ineficácia como povo distinto.

Por mencionar migalhas, sabe-se lá porque via, lembrei-me do PIDDAC. Como estamos em época carnavalesca, queria disfarçá-lo com qualquer coisa que rimasse. Um autarca transmontano antecipou-se, estranhamente afirmando que não estava interessado nem no PIDDAC nem no Mandrake. Como me retirou a potencial veia poética, sinto-me constrangido a buscar alternativas no aceitável espírito folião. Retomando a normalidade, é Carnaval, ninguém leva a mal... Lembrei-me dos "peidinhos engarrafados" da minha irrequieta juventude. Lembrei-me, ainda, de um termo que ficou mediaticamente famoso, a propósito de felinos: fedorento. Mas o que tem isto a ver com as migalhas do PIDDAC? Ah! Procurava uma rima e tinha pensado numa utilizada por antecipação... Como não sou autarca, como está este país mergulhado num retrocesso a lápis e carimbos, e como é mesmo Carnaval... Como já não disponho de "peidinhos engarrafados" e à disposição não tenho rima que me valha... Isto não é um PIDDAC, é um "TRAQUE"! Fedorento, mal cheiroso, bafiento, execrável... Um "traque" que merecemos, por tudo aquilo que não fazemos...
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