Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Voracidades

O retorno à terra-mãe deveria constituir motivo de celebração. Mais não fosse, pelo apetite voraz gerado pela ausência. Nem sempre assim é. A excepção à regra ou a regra da excepção... Macedo é uma terra de encanto, subjectivamente, mais geneticamente, fale a verdade. Mas tem os seus desencantos. Sobrevivem, é certo, para harmonizar os inversos, num género de encantamento do desencanto. Equilíbrios numa balança nem sempre aferida pela metrologia da disposição... Devaneios, direi eu. Ou o holocausto do peso de negras nuvens. É um problema pessoal, mas só gosto de Macedo pintado a branco ou a cor do sol. E, desta vez, estava pintado a tonalidades de cinza carregado, numa tela de monotonia invadida por pincéis de pluviosidade incessante. Quero o anticiclone dos Açores de volta... Também queria a minha paixão canina de volta e resta-me olhar para o jardim da saudade. Flores plantadas onde residirá um pedaço de pecado por lágrimas escorridas, dirão alguns. Era um animal, mas nós também não passamos disso. E ele conhecia o valor da amizade, aquela utopia dos tempos modernos. Adiante... Que outras paixões restam, para bem de pecados meus, por terras macedenses. A terra em si, a fantástica Mulher responsável pela existência deste Cavaleiro Andante, a indescritível gente que sorri honestamente ao forasteiro filho da terra. O Azibo, o inenarrável Azibo. Pelas águas que armazena, pela paisagem que criou, pelos sonhos que ajuda a sonhar. A minha Lamas, a minha Nogueirinha, as minhas aldeias e montes. O meu mundo de pedras, sons e aromas únicos. Pena a chuva, pena o manto gasoso que castrou a vontade de rever Bornes. Pena um fim-de-semana desgarrado, com traços da monotonia de um céu que não me deixou rever a minha terra pintada das cores que eu gosto...

1 comentário:

deep disse...

Todas as terras têm os seus encantos e desencantos. A distância mitifica-as e acentua-lhes os encantos; o confronto com a realidade, por vezes, provoca o desencanto...
A verdade é que este tempo cinzento e chuvoso que teima em ficar não ajuda, antes deprime, cansa, entedia... acontece comigo também.
E, para que conste - :) -, a amizade ainda não encaixa na categoria "utopia"!

Ânimo! :)