Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sábado, 2 de janeiro de 2010

2010, Panaceia do Bagaço

Só para entreter e chamar a atenção. Não, obviamente, pelo bagaço, nem pela pretensa panaceia, ainda que um e outro servissem para curar alguns males de que enferma este país. Mais não fosse, pelo poder do bagaço para desinfestação interior. "Ó menos, queima e mát'ó bitcho"... Escuso-me à nomeação dos "bitchos"... Ainda que a mesma possa estar subentendida por associações a beneditinos... S. Bento?... Assembleia?... República?... Desgoverno?... De(s)putados?... Valha-me a originalidade, que nem Kubrick nem o Artur, não o da Távola Redonda, mas o Clarke de seu nome, se lembrariam de tamanha odisseia... Ainda que a mesma decorresse no espaço, invertendo posições dos algarismos. Mas fica bem ou, pelo menos, fica a piada de mau gosto, caso o alambique não tenha facultado o esperado "taste". "Anyway", fica a sugestão de um qualquer abade transmontano que elevou o bagaço a cura de todos os males e a poção da longevidade. Inquisição, chamem a Inquisição!... Quem? O Santo Ofício já não existe! "Quem tu dixo?"... A Fogueira das Verdades apenas foi ultrapassada pela das Vaidades (já sei, párem com as acusações de pseudo-versado em Sétima Arte... isto é só Fogueira de Vista, deriva de conhecimento ocasional acumulado por umas ocasionais consultas à enciclopédia livre... pleonasmos à parte...). "Unde é q'ia?"... "Imburratchei-me, de certo, q'isto já num bate a cara cum a trombeta, careta, digo ou, que já se m'im inrolum os dizeres"... "Bem mou finto, q'inda te saim as palabras dreitas"... "Bô, já num injaldras nada, inté parece que esbaras nessa cousa que s'aparece c'um teclado"... "Prontos, páro já d'injoujar que já m'apareço c'um aldrúbias a fazer mangação"... Isto tudo para dizer o quê?................................. Saudades da terra, orgulho na mesma, saudades de novo e repetido orgulho. Nota-se pouco, é certo. Mas não tenho culpa de ser feito de xisto... Podia ter nascido nas Berlengas, nas Desertas ou nas Selvagens, mas... Há "gajos" com sorte: nasceram "ó pé" da do Fidalgo ainda antes de a dita existir. "E ó depeis?"... "Ó depeis", ser de Macedo é fazer parte da seiva. É melhor ou pior que ser de outro lado qualquer? É apenas tão diferente como ser desse outro lado qualquer. Sente-se, na ambiguidade do ser. Mesmo que a Maria da Fonte seja uma fonte do acaso. E que o acaso tenha brindado a Maria com duas "fontes abantesmas" de mau gosto no lado de lá do Jardim. E que já estejamos em 2010... E que ainda esteja a digerir a forçada ausência das terras que serviram de alicerce à minha existência... "Cum licença, tânho q'ir"...

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