... ou a degola dos ditos. Implacável, silenciosa, atormentadoramente silenciosa. Como uma neoplasia maligna, adenocarcinoma da alma, sente-se, uma lenta corrosão das entranhas, uma submersão forçada onde até as silvas servem de verdugo ao afogado, renegando o comum senso. As "Cousas" foram geradas através de inseminação natural, num coito pétreo que renega Darwin e adultera Lineu, onde o metamórfico xisto se fundiu com o ígneo granito, gestação de um corpo com pés de sobreiro, pernas de oliveira, tronco de castanheiro, braços de videira, cabeça de súbdito do Reino Maravilhoso, alma de descendente de Principado Macedense. Talvez a alimentação devesse resumir-se a batatas e centeio, castanhas e azeite, bísaro e mirandesa. Talvez a rega devesse limitar-se à proveniência do Azibo, do Tua ou do Sabor.
Bem Vindo às Cousas
Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém hai puri irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as'tanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, dàs bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim nos arraiolos ou o meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Anda'di, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te no motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couratcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRASMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS :
domingo, 17 de outubro de 2010
O "silente dos inocêncios"...
... ou a degola dos ditos. Implacável, silenciosa, atormentadoramente silenciosa. Como uma neoplasia maligna, adenocarcinoma da alma, sente-se, uma lenta corrosão das entranhas, uma submersão forçada onde até as silvas servem de verdugo ao afogado, renegando o comum senso. As "Cousas" foram geradas através de inseminação natural, num coito pétreo que renega Darwin e adultera Lineu, onde o metamórfico xisto se fundiu com o ígneo granito, gestação de um corpo com pés de sobreiro, pernas de oliveira, tronco de castanheiro, braços de videira, cabeça de súbdito do Reino Maravilhoso, alma de descendente de Principado Macedense. Talvez a alimentação devesse resumir-se a batatas e centeio, castanhas e azeite, bísaro e mirandesa. Talvez a rega devesse limitar-se à proveniência do Azibo, do Tua ou do Sabor.
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3 comentários:
Infelizmente, há interesses maiores do que os do coração, da alma e das raízes. Esses Calistos Elóis do nosso tempo venderiam a alma da própria mãe. Não nos servem, servem-se.
Temo que nós pouco ou nada possamos fazer, como sempre. :(
Pois quanto a mim há que adoptar a sua postura e parafraseando um certo poeta, não deixar que a nós ninguém nos cale e havemos de lutar contra essa corja de canalhas centralistas até que nos reconheçam que há mais Portugal do que a sua cidade e metam naquela cousa a que chamam cabeça, uma outra cousa a que se chama inteligência.
O que podemos fazer? Talvez transformar em realidade o "podem roubar-me a comida, mas jamais me roubarão a fome"... :)
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