Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Cousas sanjoaninas na terra adoptiva

Mesmo não estando presente a alegria de outros anos (por motivos ligados, infelizmente, a ausências familiares para a eternidade), ainda assim a catraiada deve manter-se alheia ao infortúnio e há que manter a tradição (pelo menos) do jantar de S. João, inundado pelos aromas oriundos da selvajaria anual contra os cardumes ricos em Omega 3. Ou, dito de forma mais simples, as sardinhas. Não há rua ou beco onde as brasas não fomentem a elevação da fumarada que há-de deixar as vestes impregnadas de um bombástico perfume, onde se misturam essências de pimentos, febras e sardinhas. As ditas, frescas e gordinhas, vão assando ao ritmo dos sons que divergem dos diversos bailaricos que inundam a noite sanjoanina, intercalados pela aparente disputa pela supremacia numa espécie de batalha aérea, onde foguetes vão, aqui e acolá, confundindo bandos de aves aturdidas. A confecção não tarda muito, iluminada pela quantidade de balões que se elevam, como que a quererem fazer inveja à Ursa Menor e restantes acompanhantes na esfera celeste. Alguns deles precipitam-se numa abrupta queda, depois de um fenómeno de auto-combustão, mergulhando aleatoriamente, não deixando de gerar alguma apreensão sobre a sua capacidade de apelar à presença de um qualquer corpo de bombeiros... Ontem vi, pelo menos, três deles nesse mergulho vertiginoso. O primeiro, aterrou violentamente num campo de milho, tendo o segundo assustado os que na rua passavam. Quanto ao terceiro, não consegui descortinar se finou antes do impacto terrestre... Podem representar algum perigo, mas a verdade é que dão um colorido diferente a uma noite diferente... Após o repasto, devidamente regado para melhor digestão, é hora de colocar a conversa em dia e deixar a miudagem divertir-se um pouco. Como manda a tradição, não pode haver S. João sem caldo verde a horas tardias e sem uma ceia onde a carne substitui o peixe do jantar. Apenas e tão só, para mais um copo... Estômagos acomodados, é hora de regressar ao leito, com os neurónios ligeiramente atordoados pelo consumo excessivo de sardinhas... Ops...

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