Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



domingo, 26 de junho de 2011

Fai um calor do caralhitchas!

O inferno exterior inibe esta desmesurada vontade de um "home" se embrenhar no coração da terra. Aventurei-me lá fora, voz dando a esta sã insanidade que me empurra à descoberta de montes e vales, incessante busca do que excitar gera neste descendente das pedras. Verdugo dos dias, o astro, à realeza elevado, queima as entranhas, língua de fora, qual cão vadio sedento de sombra e água frescas. O escalpe reclama, numa surda voz que atordoa, ecoa o borbulhar, como se uma fervente panela se aprestasse a explodir na presença da brusquidão de um mal calculado movimento. Macedo metamorfoseou-se em forno, cumplicidades com amarelos avisos, solidária cidade nesta causa da vergastada do estio. Não fora um certo puritanismo da educação e boas maneiras, diria "f...-.. lá o calor!". Digo-o, secretas confissões na privacidade de pública exposição, escrever não o faço, resguardo-me no subentendimento, de antemão sabendo que decifrar o faz quem vernáculo idioma usa. Entende-se, é feio, ou dizem-no, porque todos os botões conhecem tão pecaminosa forma de pragas rogar ao desconforto. Valha-nos o lago, ou recantos outros para lá do Azibo! Ou a ventoinha que incessantemente rodopia enquanto o que escreve pragueja... Talvez tenha sido o São Pedro, chaves muitas de aberturas tantas, abriu o céu ao inferno, quem sabe, ou ter-se-á esquecido de uma frincha mal selada, que o Demo, todos o sabem, rogado não se faz a atormentar os vivos. E abriu também a Feira, rejuvenescimento de aparente fantasma, a "vila" encheu-se de vida em dia de popular pai Carreira. Discutíveis gostos, da algazarra me afastei, as agulhas viram-se para sonoridades outras, não sem homenagem prestar às imediações. Sabe a festa, é festa!, celebrem-se os dias em carreiros de humanas formigas, feche-se a Pereira Charula ao trânsito, abram-se alas ao povo, o meu povo, aquele que rugas me faz adorar e a trabalhos muitos vassalo me faço. Na efemeridade dos dias, Macedo está vivo, ou a vida cheira. Sorri o mobiliário de esplanadas habitualmente enredado na pacatez da noite. Sorriem os donos também, esfreguem-se superiores extremidades. E sorria eu! Afinal, a minha "volta dos tristes", penosa e monótona incursão de calcorreado percurso de anos muitos, transfigura-se: há vida para lá da passarada que inferniza cabelos com não solicitado creme. Circunstâncias há em que a sociabilização rasga taciturna face, num aperto de mão mais, inconvenientes perguntas por vezes, não menos inconvenientes respostas, ou a singeleza de uma feliz saudação de quem há anos não se vê. Entretanto, fiz uma pausa para regenerar o espírito com uma água "gaseada" com sabor a limão que dizem ser produzida aqui num concelho ao lado (ainda que os dividendos voem para outras bandas - não é assim também com a produção eléctrica?)... De novo me aventurei a exterior ambiente... E de novo entrei em rápida reclusão! "Fai mesmo um calor do caralhitchas. Num fora pur a bregonha e botaba-me todo couratchinho! Mas tchaldra-me q'inda bem puri a alustrar, bem m'ou finto que num trubô, q'o céu aparecesse-me que se stá ámanhar... Peis habia de bir ua zurbada, q'inda hei-de botar os cousos de molho na barrage a tchuber-me nas fuças". Mas isso serão contas de outro rosário... Porque, mais à "neitinha", quero ir desvirginar o recinto da Feira de S. Pedro 2011. E aí jeito não dá "niua trubuada"...

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