
O inferno exterior inibe esta desmesurada vontade de um "home" se embrenhar no coração da terra. Aventurei-me lá fora, voz dando a esta sã insanidade que me empurra à descoberta de montes e vales, incessante busca do que excitar gera neste descendente das pedras. Verdugo dos dias, o astro, à realeza elevado, queima as entranhas, língua de fora, qual cão vadio sedento de sombra e água frescas. O escalpe reclama, numa surda voz que atordoa, ecoa o borbulhar, como se uma fervente panela se aprestasse a explodir na presença da brusquidão de um mal calculado movimento. Macedo metamorfoseou-se em forno, cumplicidades com amarelos avisos, solidária cidade nesta causa da vergastada do estio. Não fora um certo puritanismo da educação e boas maneiras, diria "f...-.. lá o calor!". Digo-o, secretas confissões na privacidade de pública exposição, escrever não o faço, resguardo-me no subentendimento, de antemão sabendo que decifrar o faz quem vernáculo idioma usa. Entende-se, é feio, ou dizem-no, porque todos os botões conhecem tão pecaminosa forma de pragas rogar ao desconforto.

Valha-nos o lago, ou recantos outros para lá do Azibo! Ou a ventoinha que incessantemente rodopia enquanto o que escreve pragueja... Talvez tenha sido o São Pedro, chaves muitas de aberturas tantas, abriu o céu ao inferno, quem sabe, ou ter-se-á esquecido de uma frincha mal selada, que o Demo, todos o sabem, rogado não se faz a atormentar os vivos. E abriu também a Feira, rejuvenescimento de aparente fantasma, a "vila" encheu-se de vida em dia de popular pai Carreira. Discutíveis gostos, da algazarra me afastei, as agulhas viram-se para sonoridades outras, não sem homenagem prestar às imediações. Sabe a festa, é festa!, celebrem-se os dias em carreiros de humanas formigas, feche-se a Pereira Charula ao trânsito, abram-se alas ao povo, o meu povo, aquele que rugas me faz adorar e a trabalhos muitos vassalo me faço. Na efemeridade dos dias, Macedo está vivo, ou a vida cheira. Sorri o mobiliário de esplanadas habitualmente enredado na pacatez da noite. Sorriem os donos também, esfreguem-se superiores extremidades. E sorria eu!

Afinal, a minha "volta dos tristes", penosa e monótona incursão de calcorreado percurso de anos muitos, transfigura-se: há vida para lá da passarada que inferniza cabelos com não solicitado creme. Circunstâncias há em que a sociabilização rasga taciturna face, num aperto de mão mais, inconvenientes perguntas por vezes, não menos inconvenientes respostas, ou a singeleza de uma feliz saudação de quem há anos não se vê. Entretanto, fiz uma pausa para regenerar o espírito com uma água "gaseada" com sabor a limão que dizem ser produzida aqui num concelho ao lado (ainda que os dividendos voem para outras bandas - não é assim também com a produção eléctrica?)... De novo me aventurei a exterior ambiente... E de novo entrei em rápida reclusão! "Fai mesmo um calor do caralhitchas. Num fora pur a bregonha e botaba-me todo couratchinho! Mas tchaldra-me q'inda bem puri a alustrar, bem m'ou finto que num trubô, q'o céu aparecesse-me que se stá ámanhar... Peis habia de bir ua zurbada, q'inda hei-de botar os cousos de molho na barrage a tchuber-me nas fuças". Mas isso serão contas de outro rosário... Porque, mais à "neitinha", quero ir desvirginar o recinto da Feira de S. Pedro 2011. E aí jeito não dá "niua trubuada"...
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