As pedras, perscrute-se-lhes o âmago, insondáveis palpitações de vida o clamará a descrença, dotadas que estão da lucidez de um cúmplice afago. Encoste-se-lhes o ouvido no lado contrário do paradoxo, de mansinho, sem recurso a brusco despertar. Resgate-se o estetoscópio de sublime fantasia, invisibilidade no seu eterno mergulho nos recônditos da alma, activem-se sensibilidades auditivas pela genética contrariadas, apele-se à fugacidade de um efémero beliscar dos sentidos. E estarão lá, bem ao lado do oposto, esquivos, camuflados, numa arredondada esquina do nunca, cardíacos batimentos pétreos, ténues, imperceptíveis, indecifráveis formas de vida onde diz a lógica repousar o inerte. Afinidades que compêndios de Geologia decifrar não sabem... Sabem-no os estreitos e impalpáveis caracteres desenhados a pactos de sangue, xísticos, graníticos, quartzíticos, "íticos" outros mais, petrificados à nascença numa inverosímil geminação que naturais leis contrariam. É a essência do metafísico, do inentendível, linguajar do silêncio, como se da obliteração do som rompessem lexicais formas intraduzíveis, sem recurso a universal dicionário que lhes aclare o significado.
Bem Vindo às Cousas
Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém hai puri irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as'tanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, dàs bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim nos arraiolos ou o meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Anda'di, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te no motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couratcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRASMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS :
terça-feira, 21 de junho de 2011
A ansiedade das pedras
As pedras, perscrute-se-lhes o âmago, insondáveis palpitações de vida o clamará a descrença, dotadas que estão da lucidez de um cúmplice afago. Encoste-se-lhes o ouvido no lado contrário do paradoxo, de mansinho, sem recurso a brusco despertar. Resgate-se o estetoscópio de sublime fantasia, invisibilidade no seu eterno mergulho nos recônditos da alma, activem-se sensibilidades auditivas pela genética contrariadas, apele-se à fugacidade de um efémero beliscar dos sentidos. E estarão lá, bem ao lado do oposto, esquivos, camuflados, numa arredondada esquina do nunca, cardíacos batimentos pétreos, ténues, imperceptíveis, indecifráveis formas de vida onde diz a lógica repousar o inerte. Afinidades que compêndios de Geologia decifrar não sabem... Sabem-no os estreitos e impalpáveis caracteres desenhados a pactos de sangue, xísticos, graníticos, quartzíticos, "íticos" outros mais, petrificados à nascença numa inverosímil geminação que naturais leis contrariam. É a essência do metafísico, do inentendível, linguajar do silêncio, como se da obliteração do som rompessem lexicais formas intraduzíveis, sem recurso a universal dicionário que lhes aclare o significado.
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