Não é difícil adivinhar o meu orgulho em ser macedense. Contudo, o dito (orgulho) sofre, amiúde, os seus reveses. Vem isto a propósito de uns gritos estridentes dos meus pirralhos alertando-me para o facto de uma notícia sobre Macedo num programa de final de tarde, o "Nós por cá". Suspeitando que pudesse não ser coisa boa, não resisti a abandonar a tarefa que, entretanto, tinha em mãos. Dirigi-me para o local onde estava a TV ligada, na expectativa de acender um sorriso por ver a minha terra noticiada. No meio da confusão de "Macedos" gerada por umas obras inacabadas, lá fiquei a perceber que ainda bem que sou do "de Cavaleiros" em vez de ser do "do Mato". Caso contrário, arriscava-me, atendendo à querela existente entre as Câmaras de Bragança e Macedo a propósito da repavimentação de um troço de estrada, a ter que recorrer a algum veículo semelhante ao da foto (curiosamente, com origem em Macedo do Mato).

Desentendimentos camarários à parte, parece que o crime chegou a Macedo para ficar. Se não são notícias acerca de assaltos a residências, são-no por assaltos noutros concelhos por gente "com origem no concelho de Macedo de Cavaleiros"
sic. Ora isto dá que pensar... Se lhe juntarmos que o concelho também é notícia, juntamente com outros, pelas burlas a idosos e pelas tentativas "abrasileiradas" de passagem de notas falsas... Que ao crime não suceda o mesmo que ao Inverno, pois parece que o mesmo veio para ficar...

Confusões à parte, parece que um dos interesses da edilidade se centra numa cada vez maior valorização da área envolvente do Azibo. Parece-me uma aposta de louvar, conquanto não lhe esteja destinado o abandono como, aliás, vai parecendo norma ritual em tudo o que represente a valorização (ou tentativas...) na região da albufeira. A criação de um Eco-Parque Biológico, com uma considerável área de 28 mil hectares será obra de monta. A associação de um campo de golfe (um daqueles projectos eternamente adiados) e a criação de novas áreas de lazer deveria ser um chamariz ao sector privado. Talvez falte a dinâmica que já atingiu a Feira da Caça, atentando nos 20.000 visitantes do último certame...

Finalmente, parece que vem mesmo o helicóptero há muito prometido. A novidade é que, talvez para desviar atenções, a Sra. Ministra da Saúde aponta, agora, baterias para a "desorganização hospitalar por parte dos administradores". São desorganizados? Substitua-os... Não vá um dia destes algum deles substituir o desamparado tendeiro que, inavertidamente, furou uma conduta de gás de abastecimento à cidade... Distracções, todos têm... Desorganização é que não é recomendável naqueles que administram a saúde de todos nós...
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