Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



domingo, 15 de fevereiro de 2009

Cousas da Terronha


Já não era sem tempo... Parece, finalmente, ter sido feita justiça ao trabalho desenvolvido pela "Associação Terras Quentes". Ter a Terronha de Pinhovelo classificada como IPP poderá não passar, como em muitas outras situações, de uma declaração de boas intenções. Mas é um passo, mesmo que pequeno. Acima de tudo, represente a oportunidade de se poder visitar condignamente um dos raros locais arqueológicos que o concelho possui. Porque, verdade seja dita, na ocasião que tive, há uns meses atrás, de me aventurar pelo caminho de terra batida que ao antigo povoado dá acesso, deparei-me, mesmo com um todo-o-terreno, com a contingência de fazer uma boa parte do percurso com tracção aos dois membros inferiores, tal a proliferação de espécies arbustivas. Poderá não passar de uma sugestão utópica, mas anseio por ver a Terronha com um tratamento semelhante ao que se pode apreciar na Citânia de Briteiros, salvas as devidas proporções, em tamanho e em representatividade de momentos históricos. E, não pedindo muito, poque não temos uma Sociedade Martins Sarmento a financiar, que tal reconstruir uma das habitações? Ou, não sendo tão ambicioso, que tal proceder a uma limpeza do terreno para que, pelo menos, se possa apreciar sem grandes obstáculos, a configuração do povoado e das muralhas que o suportariam defensivamente? Sugestões de um lírico... Mas de um lírico que, mesmo à distância, sente como talvez poucos, o pulsar macedense.

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