Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Macedo faz-me tão bem


Mais não seja por retemperar forças com umas belíssimas alheiras fora de época. Seria injusto caso me limitasse a remeter-me para os prazeres gastronómicos. Na verdade, Macedo faz-me bem por motivos bastante superiores a umas alheiras (não que estas não constituam um óptimo complemento). A começar pelos preparativos de mais uma viagem que atravessa montes e vales, pintados por cores únicas. Já subi e desci o Marão uns centos de vezes e consigo sempre descortinar algo novo e único. Nem que seja uma pedra eremita para a qual nunca tinha direccionado o meu olhar. E, quando entro na província transmontana propriamente dita (que o Marão é serra dividida), não deixo de me perder com os aromas que, apesar de familiares, me servem de reconforto à alma. Da mesma forma, à medida que me aproximo de Macedo, não deixo de sentir a envolvência única dos tons que marcam a deslumbrante paisagem que acompanha o serpentear do caduco IP4. Finalmente, assemelhando-se a uma "revisão da matéria dada", é sempre com uma renovada emoção que reencontro os "meus" locais e a "minha" gente. Pode soar um pouco estranho, mas existe sempre a sensação de que é a primeira vez que chego à terra que me viu nascer. A realidade é que permanece tudo como se o tempo tivesse sido vítima de algum acidente nos seus ponteiros: as mesmas ruas, as mesmas casas, as mesmas pessoas. No entanto, ou os meus olhos sofrem de algum traumatismo amnésico, ou até a Serra de Bornes me parece sempre diferente... Cousas de um macedense sempre em busca de um regresso às origens...

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