Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Futuro!

É tempo da efemeridade dos desejos. Desejou-se Bom Natal, apenas numa mísera noite, regressando os desejos ao recato de uma qualquer gaveta do olvido. Até para o ano... Deseja-se agora Bom Ano Novo, farsa de um dia de uma nota só. Porque Ano Novo é amanhã. Mas também depois de amanhã... E depois... E depois... Um amanhã que se repetirá por 365 dias sem repetições de desejos. Numa sinfonia do tempo onde deveriam constar distintos acordes. Abafados por uma qualquer desinteria da modernidade... Por isso, as Cousas não desejam um Bom Ano Novo. Limitam-se à singeleza do desejo de um Óptimo Futuro. Amanhã... Depois de amanhã... E depois... E sempre!

Tempo (in Cântico do Homem - Miguel Torga)

Tempo — definição da angústia.
Pudesse ao menos eu agrilhoar-te
Ao coração pulsátil dum poema!
Era o devir eterno em harmonia.
Mas foges das vogais, como a frescura
Da tinta com que escrevo.
Fica apenas a tua negra sombra:
— O passado,
Amargura maior, fotografada.

Tempo...
E não haver nada,
Ninguém,
Uma alma penada
Que estrangule a ampulheta duma vez!

Que realize o crime e a perfeição
De cortar aquele fio movediço
De areia
Que nenhum tecelão
É capaz de tecer na sua teia!

2 comentários:

deep disse...

Um futuro Muito Feliz para ti!

Um abraço amigo. :)

Cavaleiro Andante disse...

E atão, o que qués tu que t'ou diga? Q'há uns tchi-corações que sabim mim bem!!! :)