Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



domingo, 16 de maio de 2010

O diabo veio ao enterro

Macedo é uma jovem donzela no mapa concelhio nacional. Durante largos anos as suas história e identidade foram confundidas com lendas de maças e cavaleiros. A bem da verdade, parece-me, honestamente, que a história e a identidade estavam omissas do quotidiano macedense. Contingências dos tempos ou ausência de quem tivesse a coragem para desenterrar o passado. O último decénio trouxe à tona uma realidade distinta. A obscuridade em que a história macedense viveu mergulhada durante décadas, sofreu um duro revés. Hoje, já é possível termos os nossos heróis, ressuscitados que vão sendo ao sabor da persistência e do labor de um punhado de gente que não se resignou ao fado das lendas. O dia 8 de Maio mais não foi que o fruto desse resgatar. Foi reconfortante perceber que, ainda que moribundo, Macedo caminha para a recuperação. Não se pode exigir que as arreigadas mentalidades sofram uma atroz metamorfose. Tenho fé que à próxima geração lhe seja permitido passear num qualquer Jardim Martim Gonçalves de Macedo, ou numa qualquer Avenida Nuno Martins de Chacim. E estou grato pela oportunidade de ter privado com um dos escritores que marcou a minha juventude, e vai marcando a minha vida adulta. A bem de Macedo e, porque não, de Trás-os-Montes, venham de lá mais diabos que venham ao enterro desta falta de orgulho em sermos feitos de xisto... Pena que os diabos ainda sejam poucos...

3 comentários:

deep disse...

O que importa é que os "diabos" sejam persistentes! Alguns estiveram muito bem nesta tarefa de fazer "renascer" os notáveis de outros tempos. :)

Li o "Diabo Veio ao Enterro" há alguns anos. Curiosamente, foi um dos livros que mais ofereci (e só não o fiz mais porque esgotou) e foi um dos pouco que vi ler a pessoas que habitualmente não lêem.

António Magalhães disse...

Pous o mou " O Saco e o Baraço) ebaporou-se!
Bem aja que mo dou, o Pescadinha pois intão ( ou já seria o Luís Vaz?).
E para quando uma avenida Pescadinha? Não sou macedense, mas Macedo há-de ficar sempre a dever àquele Presidente!
Sou fâ do A.M.Pires Cabral e a Câmara andaria bem em reeditá-lo, parece-me. E se lhe juntasse o conto do morgado da Matela que vendeu uma nogueira (do Pires Cabral)
A Magalhães

Cavaleiro Andante disse...

Cara Deep, os teus comentários são sempre um bálsamo que dá ânimo à persistência de alguns "diabos"... :)

Caro António, não há a "Avenida Pescadinha", mas já existe a Rua Comendador António Joaquim Ferreira (o dito). A versão aqui apresentada de "O diabo veio ao enterro" é a reedição apresentada na homenagem feita a Pires Cabral no passado dia 8... :)