Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



terça-feira, 4 de maio de 2010

Cousas de estarrecer!

Quando o tema é a Saúde, é expectável que o mesmo surja de mãos dadas com a polémica, quais gémeos agrupados após a nascença, contrariando a habitual expressão do senso comum. Para mal de pecados nossos, quando o dito se alia a terras transmontanas, ou vem dor, ou vem algia... Não é perlimpimpim, mas perlimpimpou-a o gato... Infelizmente, vêm sendo recorrentes as descoordenações na (des)Saúde que (não) temos. Não! Desta vez já não vou dilacerar as hélices holográficas! Tiveram o seu tempo, o seu momento de fama pelos consecutivos adiamentos. Também não me vou deter sobre maternidades. Recorro, excepcionalmente, à versão egoísta que vai marcando o ser social que o Homem (também) deveria ser: já não preciso de parteiras, obstetras e afins... E como só espero ser avô daqui por uns anitos, até lá terei tempo de me recompor e de cumprir a respectiva penitência... Ainda sobrariam os SAP, as Urgências, ou o que delas resta... Mas já estou cansado de bater no ceguinho... Desta vez, a incredulidade bateu à porta. Não sei se chore, se ria, ou se pegue num chicote de auto-flagelação, de forma a estancar esta vontade imensa de bater em alguém ou, masoquista e alternadamente, ir de encontro a uma parede com a caixa que alberga o órgão pensante. Não será necessário ser detentor de capacidades "sherlockianas" para encontrar exemplos anedóticos do funcionamento de algumas entidades que deveriam zelar pela nossa saúde, nomeadamente as que são responsáveis por dar resposta a casos urgentes. Basta procurar no "Youtube"... O que surgiu na imprensa desta semana relativamente à articulação entre os CODU (Centros de Orientação de Doentes Urgentes) e os diversos meios de socorro, mais que anedótico, é alarmante. Sem esmiuçar outros casos relatados, a ser verdade a ocorrência de uma chamada aos Bombeiros para acudirem a uma situação de paragem cardio-respiratória em Podence, quando a mesma, efectivamente, ocorrera em Limãos, faz-me pensar que este país, na verdade, está entregue ao deboche total... Afinal de contas, contas feitas, de números não passamos... Pelos vistos, alguém terá confundido "Podãos" com "Limence"... É desculpável... São fonética e geograficamente semelhantes. Caso tracemos um meridiano que atravesse a Ilha do Fidalgo no nosso Azibo, a distinção entre Podence e Limãos reside, tão só, numa letra... Uma fica a Oeste dessa imaginária linha, ficando a outra a Este. A diferença resumida a um "O". Que, neste caso, como em tantos outros, foi um "O" de óbito...

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