Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Cousas de uns dias de descanso


Como diria o ex-seleccionador nacional: "E o burro sou eu?"... Neste caso particular, sem descartar a probabilidade de, em algumas circunstâncias, ter algumas atitudes que se assemelhem ao retratado, o dito foi apanhado desprevenido, por entre as minhas deambulações estivais por terras macedenses. Por tal, desta vez (pelo menos), o burro não sou eu. Subjectivamente, óbvio é...

Porque, caso alguma alma desprevenida tenha tido o ensejo de apreciar um tolo, numa corrida desenfreada em chinelos de dedo, debaixo de um calor infernal, pelas margens da Albufeira do Azibo, com o objectivo de captar para a posteridade uma assustada ave, seguramente que optaria por considerar que o dito tolo era mais asno que o sobredito do retrato. "Anyway", valeu a pena. Não apenas pelos registos fotográficos conseguidos. O mergulho retemperador que se seguiu à louca corrida à Obikwelu foi recompensa bastante. A única desdita reside na invasão ocorrida às águas da albufeira por uma extensa família de arbustos aquáticos. Na minha ignorância, desconheço se a presença dos magotes arbustivos é sinónimo de saúde aquática. Na minha sabedoria de nadador-amador, fugidio de idênticos magotes, mas de veraneantes invasores das magníficas praias do Azibo, "enlouquece-me" não poder repetir os mergulhos de anos anteriores, afastado da "civilização" representada por plantações de chapéus-de-sol. Talvez o busílis da questão resida na tentativa de obter a exclusividade de uma área onde os meus ouvidos não sejam massacrados por gritos histéricos e por areia esvoaçante. Parece que, infelizmente, criei "maus" hábitos no decorrer da minha adolescência, quando frequentava a "barragem" (ainda não era "albufeira"), deslocando-me às "escadinhas", ora de um lado, ora do outro, alternando entre umas pedaladas por Vale de Prados ou umas hippies boleias pelo IP4.

Todavia, verdade seja dita, com ou sem invasões, o Azibo persiste em manter-se como um local único. A qualquer amante da natureza apraz verificar a proliferação de "vida" no ambiente da albufeira. Bastam uns minutos de "papo para o ar" para apreciar a magnificência do voo das aves de rapina. Um pouco mais de atenção às margens permite apreciar o bailado das limícolas. Ou a paz de espírito que representam as cegonhas. Ou ainda a maior paz que transmitem os peixes juvenis que se acercam de águas menos profundas. No entanto, não há bela sem senão: circulam, de igual forma, uns "moscardos" que me presentearam com umas "bolotas" no ventre e no dorso que, para além do desconforto propriamente dito, não há "fenistil" (passe a publicidade) que lhes faça frente.


Como nem só de "barragem" vive Macedo, resolvi efectuar umas incursões por algumas das aldeias do concelho. Entre maior ou menor abandono, pode verificar-se um interesse pela recuperação de algum património. Deixo aqui a magnífica visão obtida a partir da Terronha de Pinhovelo. E o agradecimento aos idosos que, pacientemente, aturaram as minhas questões sobre a sua localização. Senti um arrepio agradável ao inspeccionar o local habitado por presumíveis ancestrais macedenses. Contudo, os acessos encontram-se num estado deplorável e o povoado coberto por um extenso matagal. Fica aqui o registo da minha estranheza, já que no site da Câmara Municipal surge a informação de que o local arqueológico é visitável. Só se for por tolos como eu...

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