Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



domingo, 24 de agosto de 2008

Outra vez as Cousas da Linha do Tua

É verdade que já não circulo na dita linha desde que a encerraram a partir de Mirandela. Tudo o que possa adiantar sobre o actual estado da mesma seria pura especulação e, porque não, irresponsabilidade. Contudo, o recente acidente despertou-me as entranhas. Como tal, não me contive e decidi contrariar a vontade de não mais escrevinhar sobre uma morte mais que anunciada. É indesmentível a beleza única da paisagem que faz companhia ao também único percurso que se faz entre o Tua e Mirandela. É, de igual forma, indesmentível a dificuldade em manter a Linha do Tua funcional. Indesmentíveis são muitas outras coisas... Entre as quais, os números, particularmente os que respeitam aos acidentes ocorridos no último ano e meio. E os mesmos números correspondentes a 120 anos de história da linha, que começou no séc. XIX, fruto da intrepidez de visionários que não recearam a montanha-russa que representam as escarpas do Rio Tua. Confesso que, nas muitas viagens que fiz, fui assaltado por alguns pensamentos pessimistas, especialmente quando olhava para o vazio e imaginava o que poderia suceder na eventualidade de um descarrilamento. A verdade é que esses receios nunca se concretizaram. Talvez porque ninguém pensava em barragens na altura... Ou porque não havia planos de TGV... Ou talvez porque tudo era feito em regime de quase amadorismo, sem LNEC's e restantes entidades veladoras da nossa (in)segurança...
Sinto invadir-me por uma sensação de resignação. Já li em vários jornais a expressão "máfia hidráulica". Não deixo de me arrepiar ao pensar que tal seja possível. Porque, até à data, os acidentes já representaram a perda de vidas humanas. Reconheço que, haja crime ou não, o melhor é não arriscar... Façam lá a barragem e, se possível, devolvam o território às Astúrias, que foi onde os Romanos o colocaram inicialmente quando por cá estiveram. De uma coisa tenho a certeza: não seríamos mais vilipendiados do que aquilo que já somos...

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