Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



quarta-feira, 14 de maio de 2008

A Semana - Cousas de Escárnio e Maldizer


Em tempo de Semana Académica, serviu a dita de bode expiatório para os assaltos verificados em Macedo. Nas palavras do comandante do grupo territorial de Bragança da GNR, trata-se apenas de casos isolados. Ainda que o "isolamento" se tenha circunstrito a 4... Caso fossem 8, tratar-se-iam, seguramente, de casos isolados, ou seja, um de cada vez... Parece que o progresso chegou, de vez, à cidade interior...
Ironias à parte, parece mesmo que o progresso está de armas e bagagens a mover-se para a região transmontana. Já tinha sido aqui aflorada a "plantação" do parque eólico da Serra da Nogueira, bem como a abertura do concurso para a auto-estrada Amarante-Bragança. A novidade desta semana reside no projecto para a chegada da Banda Larga aos municípios integrantes da Terra Quente (o concelho de Macedo é um género de hermafrodita regional - é meio Terra Quente, meio Terra Fria). Avaliando as coisas pela vertente positiva, estamos prestes, ainda que em projecto, a deixar de ser uma cidade de província. Vejamos: já temos ensino superior (cada vez menos, é verdade), temos rali, parapente, temos barragem. Estamos quase a ter energia eólica, auto-estrada, banda larga... Até já temos assaltos (ainda que isolados)...
Mas, segundo os dados divulgados pela AIICOPN, a Câmara de Macedo inclui-se entre o restrito grupo daquelas que saldam as suas dívidas de obras públicas num prazo que decorre entre os 3 e os 6 meses. Como o Porto consta desse, como disse, restrito grupo, mais um sinal de que nos aproximamos a passos largos de constituir uma cidade cosmopolita... Ou estamos ricos... Ou, deixando o maldizer um pouco de lado, até podemos ter uma Câmara que gere bem as suas contas. À custa de quê ou de quem, já seriam contas de outro rosário... (Tinha que vir a alfinetada...).
Pior que uma alfinetada é ter tido conhecimento (uma vez mais, pelo Semanário Transmontano e, ainda uma vez mais, pela pena de João Branco) dos verdadeiros motivos que retiraram água da "Maria da Fonte". Não é que os habitantes da Cortinha do Moinho e do Prado de Cavaleiros, qual regresso a tempos medievais, despejavam os seus bacios transformados em modernas sanitas para o curso do ribeiro que atravessa a cidade? Vieram os desarranjos intestinais para quem teve a ousadia de saciar-se na Maria da Fonte ou na Fonte do Cipreste... E cortou-se o abastecimento de água às ditas. Pudera!... Mais a sul, concretamente nas "aberrações" que se construíram ao fundo do Jardim, quiseram imitar os conterrâneos de norte e, vai de criar "afluentes" para o dito ribeiro. Para uma cidade galardoada com o ECOXXI...
O "Expresso" faz menção a Macedo! Por motivos pouco ou nada agradáveis: somos um concelho doente. O risco relativo de internamento dos residentes do concelho supera 40 a 57% a média nacional! Traduzido em números, situamo-nos na fasquia da taxa de internamentos anuais de 12.212,4 a 13.766,4 por cem mil habitantes. E não vale a pena mudar para a capital de distrito, porque está incluída no mesmo pelotão. Contudo, mudemo-nos para Vinhais, que se inclui no restrito grupo de 5 concelhos que possuem a taxa mais baixa da país, onde o valor médio se situa nos 8.750,8 por cem mil habitantes.
O que precisamos, mesmo, é fazer do quotidiano, não uma espécie de magazine, mas um pouco do nome do grupo teatral que fez uma recente aparição em Macedo: os ALCÓMICOS ANÓNIMOS... Nota 20!

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