Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



domingo, 2 de setembro de 2012

Arrepios e encantos de um Grupo Coral Macedense


Talvez se trate apenas de uma exaltação derivada desta permeabilidade aos encantos do que proveniente é do Reino Pétreo... Afinal, detentor não sou de musicais dotes que permissão dêem a doutas avaliações. Mas de receptores auditivos posse tenho, e tal me basta para "botar uas palabrinhas" acerca de um tal de Grupo Coral Macedense. Lá por épocas natalícias, ser padrinho também tem destas cousas, fui presenteado com uma compilação musical do dito coro. À medida que o disco ia centrifugando, tomava a agradabilidade conta dos segundos, recostava o banco, deleitava-me com a simbiose de tons debitada por cada uma das colunas. De mansinho, absorvia o conjunto de afinadas vozes, em simultâneo percorrendo a lista de nomes e conhecidas caras, facto que, confesso, me acariciava, com emoção, os genes da pertença. Naquele baú especial onde se amontoam impalpáveis artefactos, como as recordações ou a saudade, aquele mesmo que alberga tudo o que um dia morrerá connosco, elevou-se uma pontinha de orgulho, "proa a tchamam", sobressaindo o desejo, ténue talvez, de um dia aspirar aquela orquestra de vozes ao vivo. Esse dia chegou, sem antecipada previsão, dizem que o melhor encanto dos sentidos é a surpresa. E que surpresa! Apresta-se a gente para o culto, religiosidade dos dias, por vezes, lá para os lados de Corujas, homenagem a ímpar figura da terra, perfilam-se simpáticas faces na lateral de mor altar, encantadoras, elas, pose cavalheiresca, eles. De repente, uma catadupa de estranhas sensações enquanto, ao fundo, a harmonia de vozes entoava louvores. De súbito, pareço ter remetido causas terrenas para um poço sem fundo e, revoluções outras, desencadeou-se um estranho bailado de eriçados pelos braçais, epiderme de superiores membros em ebulição, o êxtase de eléctricos choques dorsais, cerebral controlo sucumbindo a celestial momento. Tudo não passou de uma efémera, quase indisfarçável, comoção dos dias. São aqueles segundos que passam deixando o rasto dos momentos... Que não me leve a mal a Mariza, obrigado, "oh gente da minha terra"!...       

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