Bem Vindo às Cousas
Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Legislativas à Macedense (Parte II)
terça-feira, 7 de junho de 2011
Legislativas à Macedense (Parte I)
Dissecar os resultados de umas Eleições Legislativas num âmbito concelhio poderá revelar-se enfadonha tarefa. Especialmente para todos os que, naturalmente, não nutrem particular apreço por números e, particularmente, por estatísticas e afins. O que não é o caso deste Cavaleiro Andante... Vale, essencialmente, pelas curiosidades... Para os interessados, e para uma mais detalhada informação, façam o favor de consultar http://www.legislativas2011.mj.pt/territorio-nacional.html#...

E, pois... Para não contrariar a corrente alaranjada saída destas eleições, o mapa concelhio ficou pintado a tonalidades de vitamina C. Sinais dos tempos, consequências históricas, hábitos... Hegemonia quebrada pelas pequenas, mas digníssimas, freguesias de Vilar do Monte e Santa Combinha. Se a primeira saiu pintalgada a rosa, a segunda, afinidades com a água da albufeira, ficou decorada a azul. Isolados resistentes que, por representarem apenas 1,45% do total de votantes, não beliscaram sequer a onda laranja. Mas fica-lhes o troféu da diferença...
E por feita menção a total de votantes, uma reverenciada vénia aos 9.146 que "desalaparam a peidola" de casa para ir depositar a sua vontade em forma de cruzinha (ou em alternativas formas). Aos restantes 9.989 deixo o meu lamento pelo alheamento e por contribuirem para a magnífica taxa de abstenção de 52,20%, desconto feito aos abstencionistas virtuais, seja pelas contingências da ordem natural da vida, seja pela irresponsabilidade de quem deveria gerir os cadernos eleitorais de mais profícua forma. Mas adiante, que é longo o processional cortejo... Com um louvor especial para a Amendoeira, inquestionável vencedora dos direito e dever cívicos, medalha de ouro da luta anti-abstenção com uma magnífica performance de uns "míseros" 35,15% de abstencionistas (indo a prata para Vilar do Monte - 39,31% - e o bronze para Corujas com 42,53%). Nos antípodas, como já habitual vem sendo, a segunda maior freguesia do concelho em termos populacionais: Morais, com os seus inusitados 69,51% de "baldas" ao acto eleitoral. Efectivamente, este parece um fenómeno do Entroncamento, dada a persistência ao longo das últimas eleições. Senhores da Junta de Freguesia de Morais, ainda bem recentemente por aí andei às voltas e os únicos fantasmas que vi foram as pedras da igreja da Sra. do Monte. Ou talvez não...
Mas, subjectivas avaliações dadas a conjecturas várias, discutíveis afinidades, divida-se o território concelhio em seis distintas regiões: o Noroeste (Lamalonga, Vilarinho de Agrochão, Arcas, Vilarinho do Monte e Ala); o Nordeste (Murçós, Espadanedo, Soutelo Mourisco, Ferreira, Edroso, Corujas, Lamas, Podence e Santa Combinha); a freguesia de Macedo; o Centro (Sesulfe, Amendoeira, Vale de Prados, Vale da Porca, Castelãos, Carrapatas e Cortiços); o Sudoeste (Burga, Bornes, Vale Benfeito, Grijó, Vilar do Monte, Olmos e Chacim); e, finalmente, o Sudeste (Salselas, Vinhas, Bagueixe, Talhinhas, Talhas, Morais, Lagoa, Lombo e Peredo). E deixem-se voar análises outras... Nada que surpreenda desmesuradamente, é nos extremos Leste (NE e SE) que o fenómeno do alheamento eleitoral é mais vincado, com taxas de abstenção que se situam entre os 57e os 58%. Já nos homólogos ocidentais, o intervalo é de 54 a 56%. É na área em redor da sede concelhia que se situam os mais baixos níveis de abstenção, com valores abaixo dos 50%, oscilando entre pouco mais de 46% na freguesia de Macedo e os quase 48% nas freguesias englobadas no apartado "Centro".
Parece inegável que nas imediações do ambiente "urbano" a afluência às urnas é mais notória, cavando-se um fosso à medida que surge o afastamento da sede concelhia. Fenómeno normal da interioridade, parece ser. Mas regressemos à abstenção concelhia... Descontando o valor de "eleitores-fantasmas" que as estimativas apontam para um número a rondar os 10%, ainda assim ficar-se-ia com uma taxa de abstenção de cerca de 49,8%. Como justificar este desprezo de metade da população macedense votante por um direito conquistado pela democracia? Para lá do natural desencanto por sucessivos anos de "cauda da Europa", acrescido dos mediáticos escândalos de políticos e seus acólitos em vivência de desregrada impunidade, talvez o problema resida também nos fenómenos migratórios. Pessoalmente, conheço um grande grupo de dignos macedenses que, afastados há anos da sua terra-natal, nunca se sentiram motivados a proceder à alteração do seu recenseamento eleitoral. Serão justificante suficiente para esta rejeição democrática? Representarão uma fatia do todo, mas não de tal forma aberrante que justifiquem esse mesmo todo... Talvez seja apenas o "são todos iguais" ou um banal "a política não me interessa, eles é que se governam"... No entanto, pegando no recente platónico recurso de um amigo, «Uma das penalizações por nos recusarmos a participar na política é que acabamos por ser governados por outros piores do que nós».
Porque o desinteresse pode ser manifestado por outras vias, democráticas de igual forma: os Brancos e os Nulos. Estas silenciosas formas de protesto (ou, cada vez menos, de iliteracia), não contrariando o expectável, resumem-se ao residual. Contudo, são as freguesias englobadas a Sudeste as que se destacam no bolo dos "Brancos" e dos "Nulos", superando consideravelmente a média concelhia (2,02% de votos em branco e 1,25% de votos nulos). Não é de espantar que sejam o Lombo e Lagoa a liderar o pelotão dos "Brancos" com 5,15% e 4,69% dos votos, respectivamente. Assim como não causa espanto que Talhinhas, com os seus 5,08% se destaque nos "Nulos". Maior surpresa, relativizada pela diminuta quantidade de votantes, é a notação de que o "Partido dos Votos Nulos" é a terceira força política em Soutelo Mourisco, com uns inusitados 10,26%!!! Realce ainda, pela excepção, para Ferreira e Santa Combinha, únicas freguesias onde os "Brancos" e os "Nulos" são ostracizados por completo. Como já vai a procissão longa, deixo para depois as restantes avaliações e curiosidades "coloridas"...

E, pois... Para não contrariar a corrente alaranjada saída destas eleições, o mapa concelhio ficou pintado a tonalidades de vitamina C. Sinais dos tempos, consequências históricas, hábitos... Hegemonia quebrada pelas pequenas, mas digníssimas, freguesias de Vilar do Monte e Santa Combinha. Se a primeira saiu pintalgada a rosa, a segunda, afinidades com a água da albufeira, ficou decorada a azul. Isolados resistentes que, por representarem apenas 1,45% do total de votantes, não beliscaram sequer a onda laranja. Mas fica-lhes o troféu da diferença...
E por feita menção a total de votantes, uma reverenciada vénia aos 9.146 que "desalaparam a peidola" de casa para ir depositar a sua vontade em forma de cruzinha (ou em alternativas formas). Aos restantes 9.989 deixo o meu lamento pelo alheamento e por contribuirem para a magnífica taxa de abstenção de 52,20%, desconto feito aos abstencionistas virtuais, seja pelas contingências da ordem natural da vida, seja pela irresponsabilidade de quem deveria gerir os cadernos eleitorais de mais profícua forma. Mas adiante, que é longo o processional cortejo... Com um louvor especial para a Amendoeira, inquestionável vencedora dos direito e dever cívicos, medalha de ouro da luta anti-abstenção com uma magnífica performance de uns "míseros" 35,15% de abstencionistas (indo a prata para Vilar do Monte - 39,31% - e o bronze para Corujas com 42,53%). Nos antípodas, como já habitual vem sendo, a segunda maior freguesia do concelho em termos populacionais: Morais, com os seus inusitados 69,51% de "baldas" ao acto eleitoral. Efectivamente, este parece um fenómeno do Entroncamento, dada a persistência ao longo das últimas eleições. Senhores da Junta de Freguesia de Morais, ainda bem recentemente por aí andei às voltas e os únicos fantasmas que vi foram as pedras da igreja da Sra. do Monte. Ou talvez não... sexta-feira, 3 de junho de 2011
A. M. Pires Cabral, os "Esdras Harpix" e os "Tio Zé das Candeias"
Ocasionalmente, reacende-se esta vela parafinada a dinamite, rastilhos de incongruências muitas, nesta contumácia que me impele, desafortunadamente por vezes, a vociferar contra a resignada postura de auto-comiseração, como se as vergastadas no orgulho inflingissem dor naqueles que, à distância de um gabinete, abocanham sarcasticamente a destreza com que somos ludibriados a migalhas de betão e asfalto.
Haverá coisa mais regeneradora que o "nacional-coitadismo" que se alcandorou ao patamar de corrente ideológica predominante neste oitavo canto? Talvez creia na bússula de António, mago de lavradas letras, diabolizados olhares de quem «vê oito direcções de mundo, oito métodos de estar. O oitavo é o Nordeste». É a metamorfose dos dias... Sinto-me acolitado por uma qualquer víbora-cornuda, druidismo militante de mágicas poções que desenvoltura dão a esta viperina língua que não se acomoda ao silêncio do rebanho. Profilaxia desta aparente precoce insanidade, o dirão os Esdras Harpix, apeteceu-me viajar até Sancirilo. «Esdras Harpix era [...] esperto mas talvez não inteligente; seguramente inculto e primário. [...] Ele era também [...] manhoso, obstinado, aventureiro, velhaco e destituído de escrúpulos - cinco qualidades [...] contra as quais a finura natural, a erudição, o lastro doutrinário e o poder de argumentação de Judas Ormin não pareciam ser infelizmente arma bastante». 
"Peis que bus-jiu digou ou, bem m'ou finto que num haija pr'aí uns inbijosos duns lapardeiros imbutchinados pur u causa disto. Pra eis era bem milhore albidarim-se de beze q'inda hai gente pur Trásdusmontes»... E, frustração dos omniscientes, no âmago de "aldeana" gente, esquecida e vilipendiada gente, há pedaços tocados a Midas, como se de uma inusitada revolução das pedras brotassem uivos da consciência, em estranhos bailados de rebeldia do ser, ornados a excelência de descendentes Zoelas, que de epopeizados Lusitanos pouco devemos carregar. Rememore-se o Tio Zé das Candeias, a singeleza em contraponto à altivez dos que tentam transfigurar o Reino Maravilhoso em Merdosa Coutada: «Carvalho, senhor Visconde! Há [...] anos com o rei na barriga, não lhe parece que já eram muito boas horas de o ter cagado?»...
Não fina a excelência em António Pires Cabral, seguem-lhe trilhados caminhos os do clã, Rui e Miguel. Ornamente-se a aparência de ficção em pinturas de letras de Manuel Cardoso, Fernando Mascarenhas ou, mais recentemente, Carla Ferreira. Decore-se a tempero de fluidez poética de Virgínia do Carmo e obtém-se um literário folar agridoce com sabor a distinção. E remeto Adriano Moreira ou Raul Rego para outras andanças... "Sêmos bôs, or sim? Atão purque caralhtchas andemos sempre a spremer a lágrima pur us cantos, cmu se tibéssemus q'andar sempre ápaijar uas abantesmas?"... Sou um inconformado, certo é, nesta jornada, inglória por vezes, de elevar a essência trasmontana, macedense por inerência, a patamares onde deveria estar acolhida. Serei apodado de lírico, ingenuidade minha, roubam-me a comida os Esdras Harpix, mas não me tiram esta fome de elevação a Tio Zé das Candeias.
E pode ser, viscerais resquícios de uma ancestralidade que não renego, que contágios haja a distraídas mentes. Talvez tudo não passe de um "tiro na bruma" em "tempos cruzados", ou "vertigem" do "ti manel xeringa"... Ou serei o próprio diabo... Mas não serei recordado como o que veio ao enterro. Ainda que more nesta inexpugnável chama do ventre pétreo onde moram calhaus parideiros, não soçobrando pela "proa" imensa na excelência da terra e da gente...
Mesmo que a dita esteja urgentemente necessitada de cuidados paliativos, médicos os não direi. De repente, assombro de passagens outras, tomou-me de assalto a popular sabedoria do tio Águsto Cordeleiro: «Rapazes, a saúde está nisto: pés quentes, cabeça fria, cu aberto, boa urina, merda para a medicina»...
terça-feira, 31 de maio de 2011
Cousas de Morais
Morais poderá efectivamente ter sido fundada por um descendente do Senhor de Soria. Ou talvez não... Ter-se-á passado o inverso, dando o fitotopónimo (terra de amoreiras) nomenclatura à família que o povoou? Subjectivamente, creio mais na segunda das hipóteses. O resto soa-me a histórias encantadas... Mas é inegável que os Morais assumiram algum protagonismo a partir de inícios do séc. XIII. Facto consumado pelos registos da assumpção do neto de Gonçalo Rodrigues, Ruy Martins de Moraes, ao posto de alcaide-mor de Bragança pelos finais do séc. XIII - inícios do XIV. A posição de destaque é-nos confirmada pelas Inquirições de D. Dinis, mostrando-nos o "Roy Martyns cavaleiro" como digno "filho d'algo" proprietário de duas quintas em "santandre de moraaes". E prossegue a saga do hábito de alcaidaria, já que o neto, o célebre João Afonso Pimentel, o tal que afinidades gerou com Castela e conduziu, por tal, o Mestre de Avis, o Condestável e o nosso Martim Gonçalves de Macedo a estacionamentos por terras de Castelãos, de igual forma o foi. sexta-feira, 27 de maio de 2011
A santidade das pedras
Fugas no Reino das Pedras
sábado, 14 de maio de 2011
Balada das rugas tristes
Gemem os velhos, de farrapos tratados, encostados a indistintas memórias de um refulgente passado, num "escano" carcomido pelos anos ou num "motcho" corroído nas articulações de que desprovido está. Sozinhos, preferencialmente sozinhos, no remanso de uma eterna solidão, esquecida gente que um dia gente foi. Vivem à sombra do tempo, abrigo possível no lento esganar, roendo a agonia em sepulcral silêncio, na rapidez de ponteiros que tardam na sua inexorável marcha. O futuro, o indesmentível futuro que a todos toca, servir-se-á em caminhos cravados a ervas daninhas, quem as limpe não há, haja quem sobreviva para as calcar a carpir de despedida última. Se gente sobrar de "companha" para derradeiras viagens...
São os velhos, impiedosas rugas rasgadas a vida, dura e tormentosa vida, testemunhos de um pretérito sulcado a arados feitos de "candiólos", epiderme engelhada a "carambina", "scarabanadas" de trabalhos muitos, faces traçadas a pregas do estio. E merecem tanto carinho os velhos, os nossos velhos, odores de ancestralidade, aromas a genes de pedra. Mas são morbidamente apagados, absorvidos pela esponja de um atroz esquecimento, empurrados de encontro a paredes de xisto, também elas a aguardar um lento finar, verticalmente enfileiradas, quando calha, moribundo silêncio entrecortado pela brisa de uma estatística que lhe desperta o torpor.
O "Retrato Territorial 2009" trouxe-me a evidência do que evidente já era: demograficamente, estamos a definhar de forma lenta e penosa. Em apenas uma década, tão somente um mísero par de lustros, diminuímos a densidade populacional, coisa pouca para o que pouco já era. Veja-se o decréscimo a linguajar trajado a política e descortinar-se-á o positivo: afinal, semelhante fenómeno é visível em cerca de 50% dos concelhos do território português, na sua grande maioria situados no lit... ops... interior. "Co mal dos outros bem m'ou bêjo"! Segue a procissão dos estatísticos indicadores, antes da chegada do "Censos 2011"... O concelho macedense, no período 2000-2009, viu a sua taxa de variação de crescimento natural enquadrada no fabuloso grupo dos que decresceram entre -10 e -4% (há piores)... Coisa medianamente compensada pela equivalente da componente migratória: situamo-nos no pelotão dos que cresceram entre 0 e 3,5%...
A voracidade vai devorando os quadros e mapas, em busca de algo que atenue este triste sentir. Mas nada, nada de nada! A taxa de fecundidade diminuiu, o índice de envelhecimento incrementou... A proporção da população entre 0 e 14 anos teve uma variação negativa, em apenas 10 anos, situada no intervalo de -4,9 a -2,9%. Em contrapartida, a homóloga da população com idade superior a 65 anos teve uma variação positiva entre 2,6 e 4,8%. Oh inclemência dos deuses! Graves actos devem ter sido os desta humilde gente que, como todos, envelhece. Mas não assiste a rejuvenescimento, senta-se, apenas, aguardando na pacatez de uma soalheira tarde, ou amansando o tormento invernal na companhia de um "strafogueiro e uns guiços". Um dia, num não muito longínquo futuro, talvez surjam mais Banreses, frutos em bolorenta compota, vestígios de albergues de vida.
Olhe-se, exemplo extremo, para os destemidos 60 habitantes que os "Censos 2001" apontavam para a excelsa freguesia de Soutelo Mourisco, "ajuntada" com Cabanas e Vilar d'Ouro. Sinta-se, na efemeridade de uma incursão vespertina, o pulsar do silêncio da serra, prenúncio de morte do qual um felino não consegue fazer-nos abstrair, pressintam-se os abutres a sobrevoar a carcaça. Estão lá, ao longe, em sádico sorriso de necrófago que aguarda pacientemente pelo concretizar da coutada... Entretanto, louvem-se os velhos, os nossos velhos, na sua silenciosa e ineficaz contestação do abandono...
(Com uma enorme gratidão ao Paulo Patoleia e ao Valter Cavaleiro pela cedência dos magníficos registos fotográficos)
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