O abrupto traumatismo luso-literário que me foi infligido nos velhos tempos do "Secundário", injustiças cometidas com "As viagens na minha terra" ou "Os Maias", arcaicos métodos compulsivos de incentivar a leitura, apenas teve o seu ocaso entrado que estava o finar do vigésimo século. Numa dessas revistas semanais pioneiras em agregar espécimes literários às suas edições, surgiu uma colecção de grandes autores. O simbólico do preço não colocou entraves de maior à dupla aquisição. Para mal dos meus pecados de então, o primeiro duo incluía... "Os Maias". Franzi o sobrolho, quase aderi à imediata desistência, tal o trauma. Contudo, aguardei pelo terceiro exemplar... "O memorial do convento"... Má sorte, amor ardente! Uma "coisa" escrita por um autor que se situava quase nos antípodas do que norteava o meu pensamento!Bem Vindo às Cousas
Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com
sábado, 19 de junho de 2010
Conventos memoriais ou a morte das intermitências
O abrupto traumatismo luso-literário que me foi infligido nos velhos tempos do "Secundário", injustiças cometidas com "As viagens na minha terra" ou "Os Maias", arcaicos métodos compulsivos de incentivar a leitura, apenas teve o seu ocaso entrado que estava o finar do vigésimo século. Numa dessas revistas semanais pioneiras em agregar espécimes literários às suas edições, surgiu uma colecção de grandes autores. O simbólico do preço não colocou entraves de maior à dupla aquisição. Para mal dos meus pecados de então, o primeiro duo incluía... "Os Maias". Franzi o sobrolho, quase aderi à imediata desistência, tal o trauma. Contudo, aguardei pelo terceiro exemplar... "O memorial do convento"... Má sorte, amor ardente! Uma "coisa" escrita por um autor que se situava quase nos antípodas do que norteava o meu pensamento!Despotismo energético
domingo, 13 de junho de 2010
Aberrações de um país de bananas
sábado, 5 de junho de 2010
Abonda di um rodilho…
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Alambiques do paladar
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O reverso das medalhas… e das faixas de campeão
No Sábado, as Jornadas da Primavera… No Domingo, o jogo de consagração do Clube Atlético… Orgulhosamente, marquei presença em ambos! Orgulhosamente, absorvi o muito que tem sido feito em prol da elevação de uma certa auto-estima que parece andar arredia desta gente que prefere o fado de se sentir esquecida e abandonada. Orgulhosamente, bebi, no Sábado, de uma forma quase desenfreada, Xaires, a Fraga dos Corvos, Zoelas, vivências medievais, a notável figura de Nuno Martins de Chacim, o insubstituível Cónego Figueiredo Sarmento. Orgulhosamente, revivi, no Domingo, os inolvidáveis momentos do velhinho campo pelado, onde participava no coro que gritava, quase em uníssono, “Macedo, Macedo, Macedo”! Triste, mas não orgulhosamente, constatei uma forma de estar que, cada vez mais, aproximo do híbrido. Há uns anos, era insistentemente afirmado, em certos meios, que a mentalidade macedense era feita pela “nobre classe dos nouveau-riches”… Pelo que me apercebo, deixou raízes e espalhou sementes. Um estrato social marcado pela hibridez de quem não se sente capaz de se intrometer no núcleo que, ainda que sob pressupostos errados, elevam ao patamar do intelectual. Mas que também revela uma desmesurada presunção ao não se misturar com aquilo a que devem considerar a ralé, porque o “futebolês” é linguagem abusivamente recursiva da base da pirâmide. Parece-me que foi criada uma espécie de maçonaria holográfica, onde a única coisa palpável reside no umbigo de cada um, um revivalismo do “orgulhosamente sós”, com a agravante de as pseudo colónias ultramarinas se resumirem ao espaço delimitado por quatro paredes ou pelos “cavalos” cujo único objectivo é fazer salivar aqueles que sonham em ascender a tão indefinida classe. Viperina linguagem esta, de Cavaleiro Andante sem montada… Num regresso ao orgulho… Foi com um dito indisfarçável que conduzi a descendência ao contacto com uma realidade distinta, traçada a marcas de ancestralidade, onde se misturaram cerâmicas do Calcolítico, com artefactos da Idade do Bronze, epigrafia de “gens zoelarum”, formas de vida medievais, toponímias e genealogias do de Chacim, curiosas histórias de um Cónego. quinta-feira, 27 de maio de 2010
Artes Sacras, Arqueologias e Histórias
Apelar ao bom senso torna-se, nos tempos que correm, hercúlea tarefa. A sociedade à qual demos permissão para nos corromper, vai trilhando caminhos pouco abonatórios, onde a mesquinhez, o egoísmo, o materialismo, entre outras coisas menos próprias, vão ditando as regras de um país sem escrúpulos à beira do abismo. Inconscientemente, deixamo-nos influenciar pela proliferação de super-heróis, como se cada um de nós fosse detentor de super-poderes que nos deixassem imunes à corrosão que vai grassando. Ou, alternativamente, acreditamos que passámos a integrar um qualquer especializado corpo de pára-quedistas civis, devidamente preparado para enfrentar o vazio. Mas isto sou eu a ter um dos meus delírios mensais… Há vida para lá destas momentâneas fases lunares, nas quais dou permissão ao “eu” contestatário para respirar um pouco de ar poluído… É efémero e é desnecessário bater com a cabeça de encontro a uma parede. Basta massacrar umas teclas com as cabeças das extremidades superiores durante alguns minutos, que isto passa… Já passou… Entretanto, dizia que havia vida para lá destes acessos de insanidade momentânea… E há! Como, por exemplo, a inerente ao Museu de Arte Sacra.
Dizia, há dias, o Bispo de Bragança que o dito museu é “um pólo de atracção cultural para a cidade de Macedo de Cavaleiros e para o concelho, mas também para a diocese e para a região”. Ora aqui está algo em relação ao qual manifesto uma completa concordância! Não obstante esta manifestação, o tempo verbal utilizado não corresponde à realidade factual. Na verdade, o Museu de Arte Sacra DEVERIA SER “um pólo de atracção cultural…”! Infelizmente, os animadores números de visitantes no seu curto primeiro ano de vida reflectem uma triste realidade. A maioria dos visitantes é proveniente do exterior do distrito. Ou isto reflecte um alheamento dos autóctones ou, procurando ser positivo, as coisas elaboradas com ponderação e qualidade possuem o condão de servir de chamariz aos forasteiros. Das duas, três… Contudo, diz-me o meu privado agente secreto, vulgo “dedo mindinho”, que ainda subsiste gente macedense que desconhece a existência de um museu em pleno centro da “vila” (perdoem-me o revivalismo). Puro desinteresse ou a “pureza” de falta de divulgação? Sendo repetitivo: das duas, três… Três foram as vezes em que já coloquei o comodismo de lado para uma incursão a esse pedaço da nossa História. E não dei o tempo por perdido. Lá regressarei na primeira oportunidade para verificar, in loco, as mudanças de espólio entretanto operadas. No mesmo local onde vi as declarações do eclesiástico bragançano, outras me chamaram a atenção…
Estas provenientes do Arqueólogo Carlos Mendes, da Associação Terras Quentes. A bem da verdade, sendo um dos admiradores do trabalho desenvolvido, em conjunto com a autarquia, por esta associação, em prol da ressuscitação da “História Perdida” do concelho, as ditas declarações não me causaram qualquer espanto. Honestamente, já as aguardava há imenso tempo. A possibilidade de criação de rotas vocacionadas para um turismo com uma vertente arqueológico-histórica não é uma utopia. O património está disseminado pelo território concelhio, possuímos uma riqueza que ultrapassa as cerradas fronteiras de maças e cavaleiros que, durante décadas, alimentaram o nosso imaginário histórico. Contrariamente ao que possa supor-se, o concelho de Macedo está dotado de marcas da passagem por estas terras de ancestrais gentes, antepassados que aqui aportaram desde, pelo menos, o Neolítico/Calcolítico (a Mamoa de Sto. Ambrósio ou o Povoado de Xaires assim o ditam). Mas podemos recuar ainda mais no tempo… Levada Velha dixit… Ou avançar… Até ao período medieval… Ou a posteriores períodos… Tem dúvidas? No próximo Sábado, no Centro Cultural poderá dissipá-las… Eu não perderei a oportunidade…
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